sexta-feira, 19 de junho de 2026

Meias verdades não servem à verdadeira direita

 Separando o que está comprovado do que ainda é apenas uma leitura dos fatos

Alcy Maihoní 
A relação entre Motta e Vorcaro consta em relatórios internos da PF.
 Foto: Lula Marques / Agência Brasil.

Verifico com preocupação que há pessoas que se dizem alinhadas aos princípios da direita conservadora, mas acabam reproduzindo meias verdades como se fossem fatos absolutos. Uma prática que, ao invés de fortalecer ideais, acaba alimentando a polarização e se afastando da postura séria e íntegra que deveria nortear esse pensamento. Um exemplo claro disso é uma notícia recente e que viralizou com força nas redes sociais: 

“Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a liberação de um empréstimo no valor de R$ 22 milhões para a empresa de sua cunhada, Bianca Medeiros, em março de 2024”.
 
Ao pesquisar o que existe de concreto, de fato, o empréstimo foi liberado e o vínculo familiar é inquestionável. No entanto, até o momento, nas mensagens apreendidas, não há registro explícito e direto que prove que o próprio Hugo Motta tenha solicitado o valor. Essa afirmação decorre de uma interpretação do contexto, não de um trecho literal das conversas e o próprio parlamentar nega qualquer envolvimento. A história, portanto, traz pontos confirmados, mas também alegações que ainda não estão comprovadas exatamente como são contadas.
 
Para mim, esse episódio serve como um alerta importante: defender valores sólidos exige também compromisso com a verdade completa. Difundir versões exageradas ou incompletas pode até atrair apoio rápido, todavia, corrói a credibilidade a longo prazo. A verdadeira coerência se mostra quando temos a honestidade de separar o que está documentado do que é apenas suposição ou achismo.
 
Fontes: Polícia Federal sobre Caso Master, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

G7: Comércio desigual: a contradição por trás da proposta europeia

COMENTÁRIO DO MAIHONÍ: Constato que o apoio de Emmanuel Macron (França) à proposta da Comissão Europeia de vetar importações de carne, manifestado durante a cúpula do G7, revela como argumentos ambientais e sanitários podem funcionar também como ferramentas de protecionismo comercial, colocando em risco a isonomia nas relações internacionais. Embora a medida seja apresentada como uma forma de garantir padrões elevados de produção e sustentabilidade, percebo que ela acaba por beneficiar diretamente os produtores locais europeus, ao mesmo tempo que impõe exigências muitas vezes desproporcionais e de difícil cumprimento imediato para países emergentes, como o Brasil. Para mim, essa postura expõe uma contradição frequente nas negociações globais: defende‑se o livre comércio em teoria, mas, na prática, adotam‑se barreiras que preservam vantagens competitivas das economias mais ricas, sem garantir um diálogo equilibrado sobre adaptação e reconhecimento mútuo de critérios de qualidade.
 
Ana Amélia Lemos - ex-senadora na BANDNEWS - 17/06/26

Segundo Ana Amélia, a medida defendida por Macron camufla protecionismo comercial sob argumentos sanitários e ambientais, contrariando o espírito do acordo Mercosul‑UE. Ela alerta que a restrição prejudica produtores brasileiros e demonstra desigualdade nas regras do comércio internacional.

Interesses particulares e os entraves ao Projeto Iguaçu

Desvio de finalidade e os reflexos no desenvolvimento regional


Por: Alcy Maihoní *

Projeto Iguaçu – Nova Iguaçu/RJ
É um programa importante para controlar as cheias e recuperar os rios, No entanto, já tem mais de 20 anos e nunca foi concluído direito, parando e recomeçando várias vezes. A foto mostra trecho do rio e obras feitas até hoje, não existe imagem do projeto todo pronto, o que mostra bem a dificuldade de fazer as coisas andarem por aqui.

Observo que a exoneração de 250 servidores e a detecção de funcionários fictícios na Secretaria do Ambiente revelam por que tantas ações não avançam como deveriam. Ter profissionais desqualificados à frente de iniciativas fundamentais, como o Projeto Iguaçu, coloca em risco o futuro de milhares de famílias da Baixada Fluminense. Quando prevalecem interesses pessoais e privilégios sobre o bem comum, o dinheiro público deixa de servir obviamente à coletividade.

Nesse cenário, destaco as atribuições e competências do controle social e participativo: cabe à população acompanhar, fiscalizar, questionar e exigir transparência em todas as etapas da gestão, assegurando que os recursos sejam aplicados corretamente. Essa é uma ferramenta essencial para evitar desvios e manter a administração alinhada ao interesse público.

Destaco que o atraso não decorre apenas da falta de verbas, não obstante, da ausência de ética e competência. Defendo, portanto, que só com equipes qualificadas e o exercício pleno da cidadania será possível transformar projetos em realidade, garantindo que o investimento público resulte em progresso justo e duradouro para todos, ainda mais se tratando da questão no combate as enchentes.

Sobre o Projeto Iguaçu:

É um programa estratégico de macrodrenagem, controle de enchentes e recuperação ambiental que atua na bacia do Rio Iguaçu, Botas e Sarapuí passando por Nova Iguaçu e toda a Baixada Fluminense.

*Alcy Maihoní - Ex-membro do Fórum Regional de Acompanhamento do Projeto Iguaçu - PAC

REFERÊNCIAS

RIO DE JANEIRO. Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade. Projeto Iguaçu: macrodrenagem e recuperação ambiental da Baixada Fluminense. Rio de Janeiro: SEAS, 2026. Disponível em: https://www.rj.gov.br/seas. Acesso em: 16 jun. 2026.

RIO DE JANEIRO. Controladoria‑Geral do Estado. Relatório de gestão e aplicação de recursos públicos. Rio de Janeiro: CGE‑RJ, 2026. Disponível em: https://www.transparencia.rj.gov.br. Acesso em: 16 jun. 2026.

G1 RIO. Exonerações e funcionários fantasmas na Secretaria do Ambiente. Rio de Janeiro: Globo Comunicação, jan. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/rj. Acesso em: 16 jun. 2026.

domingo, 14 de junho de 2026

Dinheiro assegurado, obras paradas: a realidade dos R$ 49 milhões para Nova Iguaçu

A responsabilidade não é só da Caixa: cabe à gestão municipal apresentar projetos e licitações
 
Por Alcy Maihoní *

Há mais de nove meses, em setembro de 2025, Nova Iguaçu recebeu a notícia com grande publicidade: a habilitação de R$ 49 milhões do Novo PAC destinados ao combate às enchentes, reforçando as ações de macrodrenagem na cidade. O anúncio foi celebrado com alegria, apresentado como solução para um dos problemas mais antigos e dolorosos da população. Conforme o anúncio oficial, os recursos destinam‑se à construção de piscinões e obras de macrodrenagem ao longo da Via Light, com previsão inicial de beneficiar os bairros Centro, Luz, Santa Eugênia, Ouro Verde, Valverde, Jardim Nova Era e Aeroclube; a definição final dos locais dependerá da aprovação do projeto executivo pela Caixa Econômica Federal. No entanto, passados meses, a realidade mostra que a habilitação do recurso é muito distante da obra concluída. E a demora começa a gerar desconfiança, desgaste político sobre a real prioridade da gestão municipal.
 
Conforme as regras do contrato de repasse, a Caixa Econômica Federal tem prazo de até 30 dias para liberar a primeira parcela somente após a aprovação definitiva do projeto executivo; os valores subsequentes são disponibilizados gradualmente, conforme o andamento dos serviços, sob pena de cancelamento se não houver utilização em até 180 dias. O detalhe fundamental é que a liberação não depende apenas do banco federal: cabe à prefeitura apresentar projetos consistentes, obter licenciamentos e concluir licitações. Diferente do Projeto Iguaçu, a grande obra estruturante ainda em fase de planejamento, esses R$ 49 milhões seriam um reforço imediato para proteger regiões historicamente castigadas pelas chuvas; mas até agora, o que se vê é o anúncio repetido, sem a concretização que a população tanto espera.
 
A verdade nua e crua é que as enchentes não esperam por burocracia ou atrasos administrativos. Se a gestão não cumprir os requisitos necessários dentro do prazo estabelecido, corre‑se o risco de perder o investimento e, o que é pior, de deixar a cidade novamente desprotegida no próximo período de chuvas. A cobrança é clara: a população quer ver as máquinas trabalhando, não apenas comunicados anunciando valores que permanecem parados no papel.

Alô vereadores da cidade, prestem atenção e fiscalizem os trâmites deste novo PAC, cobrando do prefeito agilidade no processo!

*Alcy Maihoní - Ex-membro do Comitê Local de Acompanhamento das Obras do Projeto Iguaçu - Rio Botas/Nova Iguaçu

Referências:
- Portal Novo PAC – Seleções 2025
- Contrato de Repasse Caixa Econômica Federal nº 907899/2025
- Anúncio oficial da Prefeitura de Nova Iguaçu, 19/09/2025

sábado, 13 de junho de 2026

A espera sem fim: quando será homologado o concurso de saúde de Nova Iguaçu?

População cobra Dudu Reina: demora prejudica a saúde e desrespeita os aprovados

Fachada da Secretaria Municipal de Saúde de Nova Iguaçu (SEMUS), órgão gestor do concurso público que aguarda homologação.

H
á mais de dois meses, mais de 300 profissionais aprovados no concurso da Saúde de Nova Iguaçu permanecem no vácuo, sem qualquer previsão oficial de homologação por parte do prefeito Dudu Reina. Cumpriram todas as regras e provaram sua competência, e essa demora injustificada não coloca em risco apenas seus projetos de vida: representa também uma escolha que deixa a rede pública carente de reforços exatamente quando a população mais necessita de atendimento qualificado. Chama ainda mais atenção a ausência de uma cobrança pública e firme por parte do Conselho Municipal de Saúde, órgão criado para fiscalizar e defender os interesses da saúde coletiva, que permanece em silêncio diante de uma situação que afeta diretamente a qualidade dos serviços oferecidos.

A cobrança da sociedade é mais do que legítima, é um direito. A burocracia não pode servir de desculpa para protelar o que já deveria estar concluído. Cabe ao prefeito dar explicações claras e cumprir com suas obrigações: a homologação não é um favor, mas um ato de justiça com os aprovados e de compromisso com todos os moradores de Nova Iguaçu.

Fontes de pesquisa:
PREFEITURA DE NOVA IGUAÇU. Edital nº 01/2025 – Concurso Público da Secretaria Municipal de Saúde. Nova Iguaçu: SEMUS, 11 ago. 2025. Disponível em: https://conhecimento.fgv.br/concursos/smsnovaiguacu. Acesso em: 12 jun. 2026 .

BRASIL. Constituição Federal de 1988 (art. 37, inciso IV); Lei Federal nº 8.112/1990. Dispõem que a homologação deve ocorrer após conclusão de todas as etapas, como ato de reconhecimento oficial dos aprovados.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Vorcaro apresenta acusações contra Alcolumbre e PT da Bahia e matéria requer apuração judicial

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria pago US$ 30 milhões ao senador Davi Alcolumbre. A matéria de Robson Bonin também mostra os detalhes da ligação entre o PT da Bahia e o caso do Banco Master.

Comentário do Maihoní: A informação não se trata de fake news, todavia corresponde ao teor da reportagem jornalística e da proposta de colaboração apresentada às autoridades, configurando‑se como acusação e não como fato definitivamente provado. Cabe ao Ministério Público e ao Judiciário apurar a veracidade das alegações, assegurando‑se o direito de defesa e a presunção de inocência de todos os citados até que haja decisão judicial transitada em julgado.

Fonte pesquisada: Vorcaro acusa Alcolumbre de receber US$ 30 milhões e detalha laços com o PT da Bahia. Reportagem de Robson Bonin. São Paulo: Editora Abril, 11 jun. 2026. Disponível em: https://veja.abril.com.br/politica/alcolumbre-e-pt-da-bahia-aparecem-em-novo-capitulo-das-revelacoes-de-vorcaro/. Acesso em: 12 jun. 2026.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Ministro Benedito Gonçalves é aprovado pelo Senado e é o novo Corregedor do CNJ

O Senado aprovou, em 4 de junho de 2026, a indicação do ministro Benedito Gonçalves para o cargo de Corregedor Nacional de Justiça, com placar de 53 votos a 16. O mandato vai até 2028.

A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) abordou o caso Banco Master: ele relatou ter se declarado suspeito em determinados processos da causa, conforme previsto na lei processual.

A frase “missão dada é missão cumprida” foi mencionada em debates políticos e na própria sabatina como uma declaração que ele teria proferido em evento de diplomação; o ministro já se manifestou sobre o contexto da fala. 

Fonte oficial: Senado Federal 

COMENTÁRIO DO MAIHONÍ: Defendo que a reforma política torne o voto no Senado Federal aberto, pois acredito que isso traz mais transparência e democracia de verdade. Para mim, é um direito da população saber exatamente como cada representante vota, já que, assim, podemos acompanhar, cobrar responsabilidade e conferir se quem elegemos está realmente agindo em favor dos nossos interesses.

Destaco o exemplo de transparência representado pelos quatro senadores que romperam o silêncio e revelaram seu posicionamento contrário à indicação. A saber: Damares Alves, Eduardo Girão, Magno Malta e Marcos do Val.


segunda-feira, 8 de junho de 2026

Alerta Geral: Ministério suspende 500 mil doses da vacina da dengue do Butantã

Referência nacional em pesquisas, o instituto tem produto retirado de circulação; população fica em alerta máximo para sintomas de risco após imunização.
Foto meramente ilustrativa 

A suspensão imediata de 500 mil doses da vacina contra a Dengue fabricadas pelo Instituto Butantã, anunciada pelo ministro Alexandre Padilha após o registro de duas mortes e 42 casos de reação severa, abalou a confiança da população e acendeu um alerta vermelho na saúde pública. Diante desse quadro grave, é fundamental que quem já se vacinou fique extremamente atento a sinais como febre, dor abdominal intensa ou sangramento, procurando socorro médico com urgência ao perceber qualquer um desses sintomas, enquanto a sociedade cobra explicações sobre como um produto de referência chegou a oferecer riscos tão graves à vida das pessoas.

Fontes: 
Agência Brasil / EBC - dia 08/06/2026.
​G1 / Globo.

domingo, 7 de junho de 2026

A tragédia financeira dos Correios: dinheiro público desperdiçado e governo que não age

Sem atitude firme do Planalto, única saída viável dos Correios será a privatização 

Por: Alcy Maihoní 

É inaceitável que os Correios, uma empresa 100% pública, tenha acumulado um prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Conforme balanço oficial divulgado pela própria estatal em 30 de maio de 2026 e confirmado por veículos como Agência Brasil, G1 e Exame . Esse rombo, que representa um aumento de 82,3% em relação ao mesmo período de 2025, é pago diretamente pelo contribuinte, que já sofre com uma das cargas tributárias mais altas do mundo. O que torna tudo ainda mais grave é que o atual presidente da República, ao invés de agir com firmeza para corrigir essa distorção e defender o patrimônio do cidadão, segue se omitindo e permitindo que essa máquina de desperdício continue funcionando como moeda de troca política para agradar aliados, enquanto a gestão técnica e o interesse público ficam, mais uma vez, em segundo plano. Essa tragédia financeira não acontece por falta de potencial ou mercado, mas sim porque a instituição funciona hoje como um cabide de empregos políticos, onde indicações partidárias prevalecem sobre a competência técnica e a eficiência. O resultado é uma estrutura inchada, custos absurdos e tecnologia defasada, que fazem a empresa perder espaço para a iniciativa privada enquanto o erário segue sendo sangrado sem que ninguém assuma a responsabilidade.
 
Para reverter esse quadro insustentável, é urgente adotar mudanças estruturais profundas: substituir a gestão política por critérios técnicos rigorosos, enxugar a máquina administrativa e transformar a capilaridade nacional dos Correios em uma plataforma lucrativa para todo o setor de logística. Além disso, é fundamental criar mecanismos legais que responsabilizem os gestores, fazendo com que prejuízos não sejam mais cobertos automaticamente pelo povo, mas sim deduzidos da remuneração daqueles que comandaram mal a instituição. Ou nós implementamos essa revolução de governança, deixando de tratar o dinheiro do povo como favor político, ou a privatização se tornará a única saída para acabar com um rombo que o Brasil já não tem condições de bancar.
 
Fonte referência de dados:

BRASIL. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Demonstrações Contábeis do 1º Trimestre de 2026. Brasília: Correios, 30 maio 2026. Disponível em: https://saladeimprensa.correios.com.br/arquivos/14005. Acesso em: 6 jun. 2026 .

AGÊNCIA BRASIL. Correios ampliam prejuízo para R$ 3,16 bilhões no 1º trimestre. Brasília: EBC, 1 jun. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-06/correios-ampliam-prejuizo-para-r-32-bilhoes-no-1o-trimestre. Acesso em: 7 jun. 2026 .

PIX: Conquista do Banco Central

Venha e convenhamos que não caracteriza autoria de político ou de partido. 

Esta postagem é direcionada para as pessoas conservadoras de direita, assim como eu que defende a luz da verdade e repudia fake news. 

A narrativa que apresenta o PIX como criação exclusiva e feito heroico do governo de Jair Bolsonaro é uma clara apropriação política de uma conquista institucional: embora tenha sido lançado em sua gestão, o sistema foi idealizado e desenvolvido ao longo de anos pelo Banco Central, com trabalhos iniciados ainda em 2016 e estruturados em 2018, antes mesmo de seu mandato começar. Dizer que ele poderia ter engavetado o projeto para proteger os bancos é um equívoco sobre a autonomia do BC, que existe justamente para afastar essas decisões de interesses políticos, e transformar essa inovação em troféu de um grupo é desonesto com a verdade: o PIX pertence aos técnicos que o construíram e ao povo que o usa, não a um governo ou partido, sendo correto apenas dizer que foi entregue à população durante sua administração, mas nunca criado por ela.

✅ CONCLUSÃO: Todas as fontes oficiais e independentes confirmam:

O PIX É DO BANCO CENTRAL, NÃO DE UM GOVERNO.

Bolsonaro apenas presidiu o lançamento. Não criou, não aprovou, nem poderia ter cancelado.

Declaração do próprio Bolsonaro (outubro/2020): "Eu não sabia direito o que era o Pix, não conhecia o projeto até pouco tempo antes de lançar" - veiculado na Folha de S.Paulo e UOL.

sábado, 6 de junho de 2026

EDUCAÇÃO EM NOVA IGUAÇU: ESTAGNAÇÃO QUE CUSTA O FUTURO

Bilhões de orçamento, resultados raquíticos: são 8 anos de nenhum avanço enquanto outras cidades crescem
Foto meramente ilustrativa

Por: Alcy Maihoní *

Os dados do IDEB 2023 expõem uma realidade vergonhosa para Nova Iguaçu. Nos anos iniciais do fundamental, o município obteve apenas 4.6, ficando na 87ª posição entre 92 cidades do estado, 0.8 ponto abaixo da meta estadual. O mais grave é que esse número representa quase nenhuma evolução: em 2015 a nota já era 4.5, ou seja, oito anos se passaram sem avanços significativos, enquanto cidades como Niterói e Petrópolis atingiram patamares muito superiores.
 
A situação se agrava nos anos finais, onde a nota despenca para 3.8, abaixo até do índice de 2015, que era 3.9. Longe da meta de 5.0, o resultado coloca a cidade novamente entre as últimas colocadas. O problema não é apenas de aprendizado: a taxa de distorção idade-série de 22% revela um sistema falho, marcado por reprovação e abandono, onde um em cada cinco alunos está defasado em relação à série que cursa.
 
Esses números provam que o déficit educacional não é por falta de condições, mas por ausência de projeto e prioridade política. Sendo a quarta maior cidade do Rio, com orçamento bilionário, o desempenho medíocre e a estagnação de uma década desmascaram a propaganda oficial. Enquanto a educação for tratada como gasto e não como investimento, quem paga o preço mais alto são os estudantes, que continuam tendo seu futuro roubado por uma gestão que falha em sua missão mais essencial.

O papel do CME-NI

Dotado de poder normativo, deliberativo e fiscalizador, o Conselho Municipal de Educação de Nova Iguaçu (CME-NI) deve agir com rigor para reverter o fracasso do ensino em Nova Iguaçu: pode criar metas obrigatórias de evolução do IDEB, reestruturar o currículo com foco em Português e Matemática, implementar aceleração de estudos e recuperação paralela para enfrentar a alarmante distorção idade-série de 22%, além de exigir avaliações constantes para corrigir falhas de aprendizado. Paralelamente, cabe ao órgão controlar estritamente a aplicação dos 25% do orçamento e dos recursos do FUNDEB, garantindo que sejam investidos em sala de aula e não em propaganda ou burocracia, cobrando da Secretaria planos concretos, auditando resultados e ganhando protagonismo para pressionar a gestão a abandonar a estagnação de uma década e finalmente priorizar a educação como verdadeira política pública.

Fonte de dados: IDEB 2023 / qedu.org.br
Alcy Maihoní - Ex-conselheiro de Educação de Nova Iguaçu