Metrô até Nova Iguaçu é única forma de aliviar o sistema ferroviário
Por Alcy Maihoní
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| Foto: reprodução Redação Tupi |
O calor e a aglomeração foram tão intensos que minha pressão caiu e passei mal, sendo obrigado a descer em Anchieta para me recuperar. Após alguns minutos, embarquei em outro trem, que também estava cheio, mas com espaço suficiente para uma viagem tranquila até Nova Iguaçu, onde desembarquei em segurança.
Quem usa diariamente o ramal Japeri x Central do Brasil enfrenta essa realidade dura todos os dias. Os pontos principais da integração (maio de 2026), que está recentemente em operação no terminal Pedro Fernandes: Novo terminal em Irajá para conectar as linhas intermunicipais de Nova Iguaçu e Mesquita ao sistema BRT, que resultou em disputa política entre a prefeitura do Rio e o Governo do Estado (Detro), que questionaram a competência regulatória das novas linhas. O objetivo da prefeitura é reduzir o número de ônibus paradores na Avenida Brasil e integrar totalmente a Baixada ao sistema de transporte de alta capacidade, mas na prática ainda não é solução para aliviar outra enorme demanda que é a malha ferroviária. Por isso, a proposta de implantação do BRT não resolve o problema: ele não tem capacidade nem estrutura para suprir toda a necessidade dessa rota, além de estar sujeito a problemas do trânsito.
A solução necessária e urgente é a extensão do metrô até Nova Iguaçu. Essa obra, que já deveria ter saído da prancheta, vai aliviar o sistema ferroviário, garantir viagens dignas, rápidas e seguras, e é o que o governo do Estado deve priorizar para atender à população da Baixada Fluminense.


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