sábado, 30 de maio de 2026

O projeto que expõe o que ainda falta em Nova Iguaçu

Uma medida necessária que revela desigualdades históricas 

Recorte extraído do Jornal Correio da Lavoura
Capa da edição 30/05/2026

Por Alcy Maihoní 

A aprovação em primeira discussão do programa “Rua Com Nome”, do vereador Alcemir Gomes, é uma medida necessária e simbólica para Nova Iguaçu, mas que ao mesmo tempo expõe um problema grave e histórico e traz à tona a urgente necessidade de organizar e oficializar o bairramento da cidade: até hoje, muitas ruas, vielas e comunidades permanecem sem identificação oficial, delimitações claras ou registros adequados, o que torna difícil sua localização, deixa seus moradores à margem de direitos básicos como receber correspondências, acessar serviços públicos ou obter atendimento rápido em emergências, além de fazer com que esses locais permaneçam invisíveis, sem o sentimento de pertencimento e sem o devido reconhecimento do poder público — uma ação que também se alinha ao que prevê o Plano Diretor do município, instituído pela Lei nº 4.092, de 28 de junho de 2011, documento que já estabelece como diretriz fundamental a ordenação territorial e a regularização dos espaços urbanos como forma de garantir desenvolvimento justo e inclusivo, embora ainda falte transformar esses princípios em prática concreta.
 
Essa realidade não se resolve apenas com a aprovação de leis, pois dar nome às ruas é só o primeiro passo de um trabalho maior, que exige recursos, cronogramas definidos e, principalmente, vontade política para chegar às regiões mais esquecidas, estruturar toda a divisão territorial da cidade e garantir que essa iniciativa não fique só no papel ou sirva apenas como propaganda, mas sim traga mudança real, tornando cada bairro reconhecido, valorizado e bem atendido por quem governa.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Oportunidade que muda vidas: projeto de Chico Miranda abre portas para órfãos

Oportunidade para órfãos: autonomia e chance de construir sua própria família
 
Foto meramente ilustrativa extraída site
Prefeitura de Nova Iguaçu: 
Casa de Acolhida Flor de Laranjeira.

A proposta do deputado estadual Chico Miranda (PL-RJ), em tramitação na ALERJ, chega como uma medida de justiça social ao determinar vagas prioritárias no programa Jovem Aprendiz para órfãos abrigados em centros de adoção. A iniciativa ganha ainda mais relevância por vir justamente em ano eleitoral, num cenário onde projetos costumam ser mais retóricos do que práticos. Todavia, este, ao contrário, toca numa ferida real: a dificuldade enorme de crianças e adolescentes serem adotados depois dos 13 anos, idade a partir da qual as chances de ganhar uma família caem drasticamente, deixando muitos sem perspectiva de acolhimento e de futuro.
 
Mais do que uma vaga de trabalho, o projeto oferece o que talvez seja o alicerce mais importante para quem nunca teve estrutura: a possibilidade de aprender uma profissão, conquistar autonomia e sair da condição de vulnerabilidade. Ao garantir prioridade, a lei reconhece que esses jovens não contam com o suporte familiar que ajuda outros adolescentes a entrarem no mercado de trabalho, e coloca o Estado como responsável por suprir essa lacuna. O objetivo é claro: dar a eles condições de construir o próprio caminho, ter renda, moradia e, principalmente, formar a própria família. Algo que, por destino, nunca puderam ter quando eram crianças.
 
Trata-se de uma medida que não resolve todos os problemas, mas que ataca a raiz da exclusão. Se aprovada, transforma o Jovem Aprendiz de um programa profissionalizante numa ferramenta de inclusão definitiva, mostrando que política pública pode e deve olhar para quem mais precisa. A proposta de Chico Miranda vai além de empregar: devolve dignidade, abre caminhos e prova que, com atenção e vontade, é possível oferecer a esses jovens o que lhes foi negado: uma chance de recomeçar e escrever a própria história.

ALERJ aprova banheiros neutros

Projeto aprovado agora segue  para governador sancionar ou vetar
Foto: ACG News

Na quarta-feira, 27 de maio de 2026, a ALERJ aprovou projeto de lei que cria banheiros neutros para pessoas trans e não binárias em locais de grande circulação. A proposta, que surpreendeu ao contar com o voto favorável do deputado Alan Lopes (PL-RJ), segue agora para análise e decisão do governador, podendo ser sancionada ou vetada.
 
A medida segue a lógica simples: banheiros femininos e masculinos mantêm suas regras tradicionais, enquanto o espaço neutro atende especificamente quem precisa, sob o princípio de "cada um no seu quadrado". A solução busca organizar os espaços, garantir dignidade e segurança a todos, mostrando que é possível conciliar ordem e respeito às diferenças.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

EUA e Brasil: para Donald Trump, alinhamento vale mais que negociação; diferença fica fora da cobertura

Foto: Flávio Bolsonaro e Trump juntos nesta terça-feira (26)

Terras raras, PCC e China. Reunião estratégica entre Trump e Flávio Bolsonaro no salão oval 

O Brasil é peça-chave na América Latina por recursos e influência. Lula negocia por necessidade e tenta equilibrar EUA e China, o que deixa espaço para pressão americana. Já Flávio defende alinhamento claro com os EUA, modelo que, na prática, é o preferido de Trump. Essa diferença fundamental é o que a imprensa não costuma debater.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Presidenciável de direita vai encarar reduto da esquerda no nordeste


A investida de Flávio Bolsonaro nas festas juninas da Paraíba e de Pernambuco não é apenas uma agenda de campanha, mas um movimento calculado para romper a barreira que há décadas mantém o Nordeste como território político intocado do PT; ao explorar a insatisfação com promessas não cumpridas e a falta de desenvolvimento efetivo, ele transforma a tradicional celebração popular num palco para propor uma nova narrativa, onde a região deixa de ser apenas base de apoio para se apresentar como protagonista de um projeto alternativo. Um sinal claro de que a disputa eleitoral de lá para frente será travada dentro do próprio terreno que antes era considerado domínio exclusivo da esquerda.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Acordo pelo fim da escala 6x1: pretensão política pode levar a demissões em massa e queda de renda

A proposta da medida pelo fim da escala 6x1, fruto de acordo político, representa uma intervenção direta na estrutura de custos e produtividade das atividades que adotam essa jornada, especialmente em setores com operação contínua ou alta demanda; ao reduzir a carga horária semanal sem correspondente ganho de eficiência ou compensação econômica, cria-se um descompasso entre os gastos com pessoal que logicamente tendem a aumentar para manter a mesma capacidade operacional. E a receita das empresas, cenário que, na visão crítica apresentada, tende a ser resolvido com redução de quadros, gerando desemprego em massa e comprometendo a renda e a segurança alimentar do trabalhador, demonstrando que os efeitos práticos da norma podem ser inversos ao resultado social esperado, por desconsiderar as restrições operacionais e financeiras do mercado de trabalho.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Caso Banco Master: a demora que protege quem não quer explicações

Suspeitas graves, apuração postergada: a quem interessa mantermos fatos nos bastidores?

Artigo de Opinião
Foto: TV Senado
A decisão do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, de não instalar a CPMI destinada a investigar o caso Banco Master levanta uma questão essencial para todo o país: a quem serve a demora na apuração? A CPMI é instrumento constitucional criado para garantir que o Parlamento exerça seu papel fiscalizador, especialmente diante de suspeitas de irregularidades que atingem o sistema financeiro e colocam em risco o patrimônio de milhares de investidores. Adiar ou inviabilizar essa investigação é ação ilógica, não é apenas uma questão técnica, outrossim, um gesto que alimenta a percepção de proteção política e corrói a confiança nas instituições. No centro do debate estão pontos graves que precisam ser esclarecidos: circulam dúvidas sobre a atuação de autoridades e sobre possíveis orientações dadas ao empresário Daniel Vorcaro, envolvendo alegações de conselhos indevidos, uso de influência ou práticas que configuram fraude. Nenhuma dessas questões pode ficar restrita a versões de bastidores; a gravidade do tema exige que tudo seja tratado com seriedade e levado ao conhecimento público.
 
O caminho para restabelecer a credibilidade é único e não deixa espaço para meias-medidas: é necessária uma investigação técnica, independente e célere, conduzida por todos os órgãos competentes: Congresso, Banco Central e Ministério Público. O Brasil não pode normalizar a prática de blindar politicamente pessoas ou grupos diante de crises financeiras, nem aceitar que a falta de explicações seja a resposta para a sociedade. A transparência é o único caminho aceitável quando o interesse público está em jogo, pois esclarecer os fatos não é apenas uma obrigação legal, mas uma forma de proteger o mercado, garantir segurança ao investidor e preservar a democracia.

domingo, 17 de maio de 2026

A cultura que chega às escolas: um alerta que vem de longa data


O ator Juliano Cazarré comenta sua visão sobre os efeitos das políticas de educação sexual nas escolas e faz críticas à influência do funk na forma como mulheres são retratadas. Um tema que gera debates intensos, opiniões divergentes e muitas discussões sobre valores, educação e sociedade. Fonte/vídeo: Reflexão em foco
 

Por Maihoní
 
Corroboro integralmente a visão e as colocações apresentadas por Juliano. É inegável que o baixo nível de manifestações musicais se alastrou de forma descontrolada e o que é ainda mais preocupante é que esse cenário encontra terreno fértil e portas abertas dentro das unidades de ensino.
 
Não se trata de uma crítica passageira ou de um fato isolado. Para ilustrar a gravidade da questão, é oportuno resgatar um episódio que marcou a realidade educacional de Nova Iguaçu, ocorrido no ano de 2017, em uma escola municipal localizada no bairro Jardim Nova Era. À época, a ação foi promovida pela Secretaria de Cultura e ganhou contornos de polêmica nas redes sociais da internet, diante dos princípios que devem reger o ambiente escolar.
 
Eu ocupava, na ocasião, o cargo de vice-presidente do Conselho Municipal de Educação quando recebi a denúncia. O relato descrevia um evento impactante, no qual uma cantora levou aos alunos um repertório com conteúdos de tom muito forte e inadequado para o público infantil e juvenil.
 
Prontamente, me desloquei até a instituição para verificar a situação e conversei diretamente com o diretor da escola. O que ouvi foi surpreendente e, ao mesmo tempo, preocupante: com total tranquilidade, ele afirmou não ter identificado qualquer problema ou impropriedade na apresentação. Mais do que isso, classificou a atividade como uma “surpresa” positiva, que havia agradado bastante aos estudantes e tudo isso havia sido realizado no horário do recreio, momento de convívio e descanso dentro da rotina escolar. Detalhe: Pais e responsáveis de alunos ausentes. 
 
Esse caso, que completa anos, permanece como um alerta. Ele revela um desafio que segue presente: a necessidade de zelar pela qualidade e pela adequação das manifestações culturais que entram nas escolas, espaços que devem ser, acima de tudo, locais de formação, referência e proteção para as novas gerações.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Viagem de trem: desconforto diário que precisa de solução definitiva

Metrô até Nova Iguaçu é única forma de aliviar o sistema ferroviário

Por Alcy Maihoní 
Foto: reprodução Redação Tupi
Nesta quinta-feira (7), após consulta médica em Vila Isabel, optei por voltar para casa de trem, partindo da estação Maracanã no horário de pico. Os vagões já estavam completamente lotados, e a situação piorou em Deodoro, com a entrada de ainda mais passageiros, gerando um ambiente abafado e insuportável.
 
O calor e a aglomeração foram tão intensos que minha pressão caiu e passei mal, sendo obrigado a descer em Anchieta para me recuperar. Após alguns minutos, embarquei em outro trem, que também estava cheio, mas com espaço suficiente para uma viagem tranquila até Nova Iguaçu, onde desembarquei em segurança.
 

Quem usa diariamente o ramal Japeri x Central do Brasil enfrenta essa realidade dura todos os dias. Os pontos principais da integração (maio de 2026), que está recentemente em operação no terminal Pedro Fernandes: Novo terminal em Irajá para conectar as linhas intermunicipais de Nova Iguaçu e Mesquita ao sistema BRT, que resultou em disputa política entre a prefeitura do Rio e o Governo do Estado (Detro), que questionaram a competência regulatória das novas linhas. O objetivo da prefeitura é reduzir o número de ônibus paradores na Avenida Brasil e integrar totalmente a Baixada ao sistema de transporte de alta capacidade, mas na prática ainda não é solução para aliviar outra enorme demanda que é a malha ferroviária. Por isso, a proposta de implantação do BRT não resolve o problema: ele não tem capacidade nem estrutura para suprir toda a necessidade dessa rota, além de estar sujeito a problemas do trânsito.
 
A solução necessária e urgente é a extensão do metrô até Nova Iguaçu. Essa obra, que já deveria ter saído da prancheta, vai aliviar o sistema ferroviário, garantir viagens dignas, rápidas e seguras, e é o que o governo do Estado deve priorizar para atender à população da Baixada Fluminense.

sábado, 2 de maio de 2026

Esquerda comunista tentou intimidar deputado de direita

Dep. Federal: Marcel van Hattem tem que tomar muito cuidado doravante

Descondenado, impopular e farsante na luta de classes no poder

Foto: Reprodução TV/Globo

E
m meio à crescente impopularidade, o Presidente Lula recorre à luta de classes contra a elite que integra há décadas, tendo sido descondenado pelo sistema que hoje critica para blindar o establishment e reprimir opositores, enquanto sustenta a falsa narrativa de representante dos trabalhadores; na prática, simboliza uma elite política parasitária do Estado, sob a qual a carga tributária é recorde, o trabalho honesto se torna inviável, a criminalidade é favorecida pelo garantismo penal e protestos pacíficos são criminalizados, sintetizando o colapso moral do país sustentado por assistencialismo, pseudointelectuais do Estado e empresários aliados, razão pela qual seu fim político deve marcar uma virada nacional.