domingo, 27 de setembro de 2026

A esquerda e seu pacote de mentiras.

A esquerda canalha entranhada em nossa nação é um câncer 

Enxurrada de Fake News em curso neste período de eleições gerais. É a esquerda mentirosa como sempre fazendo das suas.

Acusam os outros daquilo que eles próprios são.

sábado, 26 de setembro de 2026

APA Alto Iguaçu: o aviso de 2011 que o tempo confirmou em 2026

Criada sobre unidades já existentes, a proteção no papel não impediu o desmatamento e o MPRJ age agora
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação
Local: Patronato São Vicente de Paula, centro -
Nova Iguaçu - 16/07/2013 

Por Alcy Maihoní *

Em 2011, estive presente no auditório da Firjan/Senai, no bairro da Luz, quando as prefeituras de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Belford Roxo, junto ao INEA, apresentaram a proposta de criação da APA Alto Iguaçu, com 22 mil hectares. Representando simultaneamente a Comissão de Acompanhamento do Projeto Iguaçu e a APA Gericinó-Mendanha, me posicionei desde o primeiro momento contrário à iniciativa. Expliquei que não era pertinente a proposta de nova unidade ambiental, pois iria como foi pré anunciada sobrepor-se a quatro APAs municipais já existentes: APA Tinguá, APA Rio d'Ouro, APA Tinguazinho e APA Jaceruba. Além destas, a APA Alto Iguaçu também se sobrepõe parcialmente à APA Gericinó-Mendanha, esta de criação estadual, não municipal, e à Reserva Biológica do Tinguá, federal, criando confusão de competências e enfraquecendo a proteção que já era exercida. Junto a outras lideranças comunitárias, decidi não assinar nem referendar qualquer documento do INEA relativo a Nova Iguaçu.
 
Crédito da imagem: MPRJ - 24/09/2026

Em julho de 2013, reafirmei meu alerta: sem infraestrutura real e sem a participação efetiva das comunidades locais, a APA Alto Iguaçu não passaria de mais uma unidade de conservação apenas no papel. O tempo deu razão a este posicionamento. No dia 24/09/26, o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou operação acionando as autoridades diante do desmatamento crônico da Mata Atlântica na região, abrangendo os três municípios. A ação demonstra de forma clara e dolorosa o que já se previa: o Estado, por meio do INEA, e as prefeituras não conseguiram proteger este rico bioma. A sobreposição de unidades não fortaleceu, pelo contrário, diluiu responsabilidades até que ninguém assumiu a proteção de fato.
 
Não basta criar uma APA em cerimônia e comunicado oficial. Proteção ambiental se faz com presença, fiscalização, orçamento e escuta à população que vive e conhece o território. O que vemos hoje é o resultado de um processo que ignorou alertas e sobrepôs regras sem diálogo nem planejamento. É urgente que as autoridades reconheçam o erro, envolvam de verdade as comunidades e as lideranças que sempre zelaram pela região e corrijam os rumos antes que não reste quase nada do Alto Iguaçu para proteger.
 
*Ex-conselheiro da APA Gericinó Mendanha 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Aeroporto de Nova Iguaçu: a bandeira que vai reerguer toda a região

Valdecy da Saúde representa o Rio que cresce unido. Da Baixada ao interior, nenhuma região fica para trás
Foto: Arquivo Pessoal. Com Valdecy da Saúde — Hotel Mercure, 24 de setembro de 2026.

Por Alcy Maihoní

Valdecy da Saúde é, antes de tudo, um homem que conhece a realidade da Baixada Fluminense de perto. Ingressou como servidor público da saúde em São João de Meriti em 1991, e foi diretamente do atendimento à população que construiu sua trajetória: vereador por três mandatos consecutivos, o mais votado da história do município, até chegar à Assembleia Legislativa como deputado estadual. Sua caminhada não veio de gabinetes distantes, mas do chão da comunidade que ele representa com devoção.
 
Foto: Alcy /  Acolhida ao candidato Valdecy da Saúde, Hotel Mercure, 24 de setembro de 2026.

Após cuidadosa checagem e apuração de sua vida pública, reafirmo aqui meu voto de confiança nesta sua caminhada de retorno à ALERJ. Vejo nele a força de quem não esquece suas raízes e a capacidade de levar adiante causas que realmente importam: saúde, educação, emprego, desenvolvimento e dignidade para todos. Entre esses compromissos, destaco sua firme promessa de lutar pela reabertura do Aeroporto de Nova Iguaçu, um símbolo adormecido que, ao voltar a funcionar, impulsionará a economia, gerará empregos e transformará a realidade de toda a Baixada Fluminense. O povo iguaçuano tem agora a oportunidade de permanecer ao lado de um nome que já provou estar presente, ouvindo e lutando por cada família que confia nele.
 
Não é apenas São João de Meriti ou Nova Iguaçu que têm a ganhar: os 92 municípios do nosso estado serão beneficiados com um mandato que pensa grande, mas age com proximidade. Valdecy da Saúde representa essa esperança de um Rio mais justo, onde cada região é ouvida e valorizada. Convido cada eleitor a somar-se a este propósito: juntos, faremos de sua nova caminhada um avanço para todo o nosso Rio de Janeiro.

ADESBF apresenta Valdecy da Saúde e reafirma luta pelo Aeroporto de Nova Iguaçu

Compromisso foi firmado em encontro com empresários e lideranças; entidade projeta desenvolvimento para toda a Baixada Fluminense
Crédito da imagem: ADESBF/ Divulgação 

Por Alcy Maihoní 
 
A Baixada Fluminense há muito tempo espera por iniciativas que de fato impulsionem seu desenvolvimento, e é com essa esperança que acompanho a atuação da ADESBF — Associação de Desenvolvimento Econômico e Social da Baixada Fluminense, sediada aqui em Nova Iguaçu. Trata-se de uma entidade privada sem fins lucrativos que funciona como verdadeira incubadora de projetos, debatendo políticas públicas e lutando pela geração de emprego e renda. Entre suas metas ousadas, destaco: pesquisas nas áreas ambiental, econômica e social; capacitação profissional; plataforma de inteligência artificial para a saúde; reativação do Aeroporto de Nova Iguaçu; implantação do VLT sobre trilhos da Pavuna a Nova Iguaçu; criação de um Distrito Industrial; construção de um Centro de Convenções; e implantação de um Parque Ecológico na Reserva de Tinguá.
 

Ontem, sexta-feira, 24 de setembro, participei de um encontro importante no Hotel Mercure, situado na Rua Mário Guimarães, nº 520, no Centro de Nova Iguaçu, onde o presidente da ADESBF, Dr. Sergio Almeida, apresentou um diagnóstico socioeconômico da realidade atual de Nova Iguaçu e em seguida o candidato a deputado estadual Valdecy da Saúde (PL) 2️⃣2️⃣6️⃣1️⃣5️⃣ a empresários, representantes da sociedade civil e lideranças comunitárias. Na ocasião, ele se comprometeu formalmente a unir esforços e manter de pé a bandeira pela reabertura do Aeroporto de Nova Iguaçu. Um compromisso que considero fundamental e que muitos políticos iguaçuanos, infelizmente, deixaram de lado. Pior: há quem pretenda transformar esse rico patrimônio público em um simples parque, desperdiçando todo o potencial econômico e social que a reativação pode trazer.
 

O encontro foi um sucesso não apenas pela presença de pessoas comprometidas, no entanto pela receptividade e pela troca produtiva de ideias que ali aconteceu. Vejo nessa parceria um caminho sólido: a ADESBF traz os projetos técnicos e a visão de futuro; Valdecy da Saúde, com sua trajetória conhecida e sua proximidade com a população, pode levar essas propostas à ALERJ e ao Palácio Guanabara, transformando-as em ações concretas. Não se trata de apoiar um nome apenas, todavia de abraçar um conjunto de metas que pode mudar a realidade não só de Nova Iguaçu, mas de toda a região.
 
Não podemos aceitar que Nova Iguaçu, reconhecida como a capital da Baixada, permaneça entre os municípios de pior desempenho regional, ficando abaixo da média estadual em todos os indicadores. É hora de virar essa página: com o aeroporto reaberto, indústrias instaladas, empregos gerados e turismo preservado, nossa gente pode enfim prosperar. Rumo à vitória, sim! Mas rumo, sobretudo, ao desenvolvimento justo e sustentável que a Baixada Fluminense merece e há tanto tempo espera.

domingo, 20 de setembro de 2026

📊 Enquete do Maihoní: Presidência da República

Preferência entre os leitores · Não é pesquisa eleitoral · Sem valor oficial
 
Candidato Percentual entre participantes 


📈 Dados da publicação
 
- Postada em 12/09/2026 · Encerrada em 20/09/2026 às 18h30min.

- 58 participantes votaram
- 2.109 visualizações
- 264 engajamentos
- 170 cliques
- 65 comentários
- 28 reações
 
👥 Perfil de quem acompanhou
 
- 96% amigos/contatos · 4% externos
- 96% seguidores · 4% não seguidores
- 59% homens · 40% mulheres
 
ℹ️ AVISO IMPORTANTE
A fotomontagem postada em minha página no Facebook em 12 de setembro apresentava 5 candidatos concorrentes à Presidência da República Federativa do Brasil. Esta é uma enquete informal, realizada com meus seguidores e contatos. Não possui metodologia científica, não está registrada no TSE e não tem nenhum valor oficial. Os nomes apresentados foram selecionados por critério pessoal. O resultado reflete apenas a opinião de quem participou, não representa a população de forma geral nem define intenção de voto eleitoral.

📊 Enquete do Maihoní: Governo do Estado do Rio de Janeiro

Preferência entre os leitores · Não é pesquisa eleitoral · Sem valor oficial

Candidato Percentual entre participantes 


📈 Dados da publicação

- Postada em 12/09/2026 · Encerrada em 20/09/2026 às 18h

- 27 participantes votaram

- 1.250 visualizações

- 137 engajamentos

- 74 cliques

- 41 comentários

- 23 reações


👥 Perfil de quem acompanhou

- 81% amigos/contatos · 19% externos

- 78% seguidores · 22% não seguidores

- 73% homens · 27% mulheres

ℹ️ AVISO IMPORTANTE

A fotomontagem postada em minha página no Facebook em 12 de setembro apresentava 2 candidatos concorrentes ao cargo de Governador do Estado do Rio de Janeiro. Esta é uma enquete informal, realizada com meus seguidores e contatos. Não possui metodologia científica, não está registrada no TSE e não tem nenhum valor oficial. Os nomes apresentados foram selecionados por critério pessoal. O resultado reflete apenas a opinião de quem participou, não representa a população de forma geral nem define intenção de voto eleitoral.


📊 Enquete do Maihoní: Senado Federal — Rio de Janeiro

Preferência entre os leitores · Não é pesquisa eleitoral · Sem valor oficial

Candidato Percentual entre participantes 

📈 Dados da publicação
 
- Postada em 12/09/2026 · Encerrada em 20/09/2026 às 17h00
- 58 participantes votaram

ℹ️ Observação: Waguinho não aparecia na fotomontagem inicial, no entanto foi indicado espontaneamente pelos participantes e teve seus votos computados
- 1.075 visualizações
- 129 engajamentos
- 76 cliques
- 45 comentários
- 08 reações
 
👥 Perfil de quem acompanhou
 
- 84% seguidores · 16% não seguidores
- 84% amigos/contatos · 16% externos
- 71% homens · 29% mulheres
 
ℹ️ AVISO IMPORTANTE
A fotomontagem postada em minha página no Facebook em 12 de setembro apresentava 5 candidatos concorrentes às 2 vagas para o Senado Federal pelo Rio de Janeiro. Esta é uma enquete informal, realizada com meus seguidores e contatos. Não possui metodologia científica, não está registrada no TSE e não tem nenhum valor oficial. Os nomes da imagem inicial foram selecionados por critério pessoal, indicações espontâneas também foram incluídas. O resultado reflete apenas a opinião de quem participou, não representa a população de forma geral nem define intenção de voto eleitoral.

📊 Enquete do Maihoní: Câmara dos Deputados

Preferência entre os leitores — Não é pesquisa eleitoral · Sem valor oficial

RIO DE JANEIRO | Candidato Percentual entre participantes



📈 Dados da publicação

- Postada em 12/09/2026 · Encerrada em 20/09/2026 às 15h37min.

- 62 participantes votaram.

- ℹ️ Observação: Rosângela Gomes e Dr. Flávio não apareciam na fotomontagem inicial, no entanto foram indicados espontaneamente pelos participantes e tiveram seus votos computados.

- 2.363 visualizações

- 317 engajamentos

- 224 cliques

- 63 comentários

- 30 reações

👥 Perfil de quem acompanhou

- 89% seguidores · 11% não seguidores

- 91% amigos/contatos · 9% externos

- 65% homens · 35% mulheres


ℹ️ AVISO IMPORTANTE

Esta é uma enquete informal, realizada com meus seguidores e contatos. Não possui metodologia científica, não está registrada no TSE e não tem nenhum valor oficial. Os nomes que figuraram na fotomontagem inicial foram selecionados por critério pessoal. Os nomes indicados de forma espontânea pelos participantes também foram incluídos no resultado. O que se apresenta reflete apenas a opinião de quem participou. Não representa a população de forma geral nem define intenção de voto eleitoral.

sábado, 19 de setembro de 2026

Raízes de 1997: a participação popular que construiu a educação de Nova Iguaçu

Conheça os três conselhos que vigiam normas, merenda e recursos e por que a sua presença faz diferença
 
Sede da SEMED — Secretaria Municipal de Educação de Nova Iguaçu | Órgão responsável pela política e gestão do Sistema Municipal de Ensino

Por Alcy Maihoní 

O Sistema Municipal de Ensino de Nova Iguaçu foi oficialmente criado pela Lei Municipal nº 3.881, de 5 de novembro de 2007. Antes dessa regulamentação, as unidades de ensino já eram geridas pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED), que operava em conformidade com a legislação estadual vigente à época. Já desde 23 de outubro de 1997, pela Lei nº 2.853, o município contava com o Conselho Municipal de Educação - CME, órgão que nasceu juntamente com o Fórum Popular Permanente de Defesa da Educação de Nova Iguaçu, espaço organizado com representantes de diversos setores da sociedade civil. Temos, portanto, raízes profundas de participação coletiva na educação.
 
Hoje as reuniões do CME, do Conselho de Alimentação Escolar - CAE e do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb - CACS-FUNDEB, percebo que esses instrumentos são herança e continuidade dessa trajetória. O CME traça diretrizes, acompanha o currículo e cobra qualidade de ensino; o CAE vigia cada prato servido às crianças, desde a origem dos alimentos até a higiene nas cozinhas; e o CACS-FUNDEB cuida do dinheiro, conferindo se cada centavo vai onde deve, principalmente na remuneração dos profissionais. São funções distintas, por outro lado que se entrelaçam: sem boa norma, sem boa comida e sem recurso bem aplicado, a escola não avança. Preocupa-me, porém, que tantos desses trabalhos aconteçam sem o conhecimento da maioria: as reuniões são públicas, todavia poucos comparecem, como se tudo isso fosse assunto de especialistas apenas.
 
Por isso defendo que os conselhos não podem ser vistos como órgãos distantes. São a voz da comunidade dentro da gestão pública, construída ao longo de décadas de luta coletiva. Fortalecer o CME, o CAE e o CACS-FUNDEB é honrar essa história e garantir que ninguém decida sobre a nossa escola sem a nossa participação. Peço a cada cidadão: conheça, participe, cobre. A transparência não cai do céu é construída com presença, perguntas e acompanhamento constante. A educação que queremos não se faz sozinha: precisa de cada um de nós vigiando, cobrando e participando.

Quando o número de vítimas quase dobrou: o alerta que ninguém pode ignorar

HGNI registra 5.520 atendimentos em oito meses; presença nas ruas e tecnologia são urgentes em Nova Iguaçu
 
Conforme noticiado  no Correio da Lavoura, edição 5529, os números são alarmantes:
Fonte: Correio da Lavoura, Nova Iguaçu, ed. 5529, 2026

O Hospital Geral de Nova Iguaçu já atendeu 5.520 vítimas de acidentes de trânsito nos oito primeiros meses de 2026 — volume que corresponde a 95% de todos os casos registrados em 2025, quando 5.812 pessoas foram atendidas. O dado deixa a unidade a apenas 292 registros de bater o maior número histórico deste tipo de ocorrência. Os números vêm à tona às vésperas da Semana Nacional do Trânsito (18 a 25 de setembro), que reforça a importância da prevenção e da preservação de vidas.
 
COMENTÁRIO DO MAIHONÍ: Vejo com alta preocupação a sistemática repetição de graves acidentes envolvendo motocicletas e vans pelas ruas da cidade. É assustador constatar a forma como muitos desses veículos circulam: em alta velocidade, fazendo ultrapassagens perigosas e, não raro, avançando o sinal vermelho com total desrespeito às leis. Obviamente essa postura não coloca em risco apenas quem dirige, põe em perigo passageiros, pedestres e todos que percorrem as vias.
 
Defendo que é preciso agir com firmeza. Cabe à Prefeitura de Nova Iguaçu realizar concurso público e posicionar guardas de trânsito em locais estratégicos, especialmente nas periferias e rodovias, como o eixo da Estrada de Madureira (RJ-105). É necessário também instalar equipamentos de fiscalização eletrônica nas vias municipais (Prefeitura), estaduais (DER-RJ) e federais (DNIT), para coibir avanços de sinal e ultrapassagens irregulares. Cabe ainda instalar semáforos mais modernos e manter pintadas regularmente as faixas de pedestres e lombadas, garantindo visibilidade e segurança. Aliando presença, tecnologia, estrutura e campanhas educativas, avançaremos de fato.
 
O trânsito só será seguro quando cada um compreender que uma decisão imprudente pode ceifar vidas. Os números do HGNI não podem continuar crescendo. Urge ação agora: mais presença nas ruas, mais tecnologia, sinalização eficiente e mais respeito. A vida dos iguaçuanos e quem vier de fora, merece esse cuidado.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A manobra de 90 dias: Tudo adiado para depois da eleição


Ao perceber que a relatoria do inquérito sobre Alexandre de Moraes seria entregue ao ministro Edson Fachin e que este tenderia a decidir de forma favorável, o ministro Dino solicitou vistas do processo e adiou a análise por 90 dias, empurrando toda a decisão para depois das eleições. Trata-se de uma manobra que representa uma afronta e um desrespeito direto ao povo brasileiro.
 
Diante de tamanha postura, é fundamental que a população reaja. Sendo do Rio de Janeiro, declaro abertamente meu voto para o Senado vai para Portinho e Carlos Jordy. Nos demais Estados da Federação, é igualmente necessário que os conservadores, patriotas da direita votem nos candidatos e candidatas alinhados com nossos princípios. Não basta apenas desaprovar: é preciso escolher representantes que defendam de fato os valores em que acreditamos.
 
Se queremos mudança de fato, precisamos limpar o Senado Federal: ele é tão ou mais importante do que quem ocupará a Presidência. A renovação desta Casa passa, antes de tudo, por votar em quem realmente representa a direita, com coragem, coerência e compromisso com o Brasil.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Quem responde por Jaceruba?

Há 30 dias moradores caminham sob sol e chuva; DER, DETRO e autoridades permanecem calados
Crédito imagens: DETRO-RJ
Por Alcy Maihoní *

Em março deste ano, abordei a situação da RJ-113. Rodovia em que a comunidade local já demonstrava não ter esperança de melhorias, via que se tornou sinônimo de atoleiro. O tempo passou e, em vez de avanços, o que vejo é um agravamento: há quase trinta dias, a ponte sobre o Rio São Pedro, em Jaceruba, foi interditada pelo DER-RJ. O próprio órgão demarcou um novo trajeto para garantir a circulação, No entanto as empresas Linave e Fazeni simplesmente ignoram a determinação. Os ônibus param antes do ponto final, obrigando moradores a caminhar até a cabeceira da ponte, sob sol, chuva e sem qualquer estrutura de proteção. A interdição não foi causada pela população, todavia é ela quem paga o preço.
 
A situação é ainda mais grave para quem menos dispõe de condições de locomoção: idosos, pessoas com deficiência, gestantes e moradores com mobilidade reduzida são os mais prejudicados. Apesar disso os problemas não param por aí. Como relata um morador: “Não temos sinal de telefonia móvel e há luta para instalar uma torre. Somos 2.300 moradores, muitos idosos e se alguém passa mal, não consegue ligar para o SAMU, Bombeiros ou Polícia Militar. Os telefones discados também não funcionam. É crítico. O DER recebeu mais de R$ 30 milhões para manutenção de estradas e esquece-nos. As únicas duas rodovias estaduais sem pavimentação são a RJ-113 e a RJ-119. Gastam R$ 4 milhões só para máquinas passarem, valor que daria para asfaltar quatro quilômetros. Há recursos do governo federal, imposto verde, royalties da Petrobras. A região gera riqueza, mas nada retorna aqui”. Vejo famílias que dependem do transporte para trabalhar, estudar e cuidar da saúde sendo tratadas com total desrespeito. As empresas cobram passagem, recebem permissão para operar e, na primeira dificuldade, abandonam o trecho final como se o serviço fosse um favor e não um dever. O próprio DETRO-RJ, em comunicação interna de 14 de setembro, já reconheceu oficialmente o problema,  confirmando que o desvio existe, foi proposto pelo poder público e está sendo descumprido. Mesmo assim, até agora nenhuma medida efetiva foi tomada.
 
Aviso da Prefeitura de Nova Iguaçu sobre a alteração 

Diante de tamanha omissão, dirijo minha cobrança a todos que têm responsabilidade sobre este caso. É preocupante constatar que a Prefeitura de Nova Iguaçu, até o momento, limitou-se a publicar apenas uma nota em suas redes sociais cobrando urgência nas obras na RJ-113. O silêncio sobre o transporte coletivo e sobre o sofrimento diário dos moradores é ensurdecedor. Cobro dos deputados estaduais da região, do governador interino, da ALERJ, da Prefeitura de Nova Iguaçu e da Câmara de Vereadores que ninguém permaneça calado: cada um, dentro de sua competência, deve cobrar explicações, exigir cumprimento e se pronunciar publicamente sobre o que está sendo feito. O silêncio coletivo destes poderes não é neutro, é também uma forma de abandono da população de Jaceruba.
 
Necessário que o DER-RJ e o DETRO-RJ ajam com urgência: notifiquem, fiscalizem e apliquem as penalidades cabíveis à Linave e à Fazeni. Que os ônibus voltem a cumprir o trajeto completo pelo desvio já definido, sem impor caminhada a quem paga por um serviço que não recebe. Jaceruba não pode continuar sendo penalizada. O transporte público é um direito, não uma mercadoria que se entrega apenas quando é conveniente. A comunidade já esperou demais. A resposta e a solução têm que ser agora.

*Ex-conselheiro do Conselho Municipal de Política Urbana e Gestão Territorial de Nova Iguaçu - COMPURB.

domingo, 13 de setembro de 2026

O Rio Cabenga pode levar tudo ao Rio Botas

R$ 46 milhões extras, atrasos e bairros em risco. Quando o planejamento falha, a população paga a conta
RJ-105 (Estrada de Madureira) alagada no trecho de Marapicu, em Nova Iguaçu Foto: Berenice Seara/Tempo Real Rio - 6 de setembro de 2026

Por Alcy Maihoní *

Observo com preocupação que a CEDAE, sob a presidência atual de Rafael Rolim, precisa licitar mais R$ 46 milhões para corrigir um problema que já deveria ter sido resolvido na fase inicial do projeto do Reservatório Novo Marapicu. Os documentos oficiais são claros: o canal da Rua Ingá e suas travessias foram subdimensionados, incapazes de escoar a vazão de extravasão sem provocar inundações no bairro do Jardim Guandu. A obra foi iniciada em fevereiro de 2023, no governo do então governador Cláudio Castro, quando Aguinaldo Ballon presidia a companhia, e já acumula atrasos superiores a 50% e sucessivos aditivos. O que vemos não é apenas um erro de cálculo isolado, mas uma falha estrutural de planejamento que onera o erário e deixa a comunidade à mercê das cheias enquanto a obra não se conclui. E o risco não se restringe ao Jardim Guandu: em caso de transbordamento ou falha no escoamento, também podem ser atingidos o KM 32, Prados Verdes, Jardim Paraíso e a região do Marapicu, além de áreas mais abaixo, como Lagoinha, Miguel Couto, Caioaba e Vila Nova, ao longo do vale do Rio Cabenga, que deságua no Rio Botas, ampliando ainda mais o alcance das águas e os danos para toda a bacia.
 
A dimensão do problema se torna ainda mais evidente quando analisamos o percurso das águas: o canal da Rua Ingá deságua no Rio Cabenga, que, por sua vez, alimenta o Rio Botas, um dos principais cursos d'água de Nova Iguaçu. Isso significa que um erro de projeto na cabeceira da bacia pode se transformar em uma enchente que percorre quilômetros, afetando dezenas de milhares de moradores ao longo de todo o vale. Diante de tamanha gravidade, cabe aos deputados da região de Nova Iguaçu tomarem a iniciativa de convocar a CEDAE para prestar esclarecimentos sobre os erros de projeto, os aditivos e os novos gastos. À ALERJ, cobro que exerça seu papel fiscalizador e investigativo, aprofundando as causas técnicas e administrativas que levaram a companhia a subdimensionar uma obra de macrodrenagem em área historicamente vulnerável às enchentes. O silêncio dos representantes estaduais não pode se tornar mais um aditivo na conta que a população já paga com suas casas invadidas pela água.
 
O que mais me deixa indignado é a pergunta que não quer calar: como um projeto de tamanha envergadura, assinado no governo Cláudio Castro e na gestão de Aguinaldo Ballon, pôde sair do papel sem prever a capacidade de escoamento das águas que o próprio reservatório iria despejar? A nova licitação, agora sob a gestão de Rafael Rolim, com prazo adicional de 450 dias, é uma admissão tardia de que a engenharia e a gestão anteriores foram insuficientes. Resta-nos cobrar que desta vez as soluções sejam definitivas e que a população de Nova Iguaçu não pague duplamente. Primeiro com as águas em suas casas, e depois com recursos públicos desperdiçados em projetos que não levam em conta a realidade do território. Que este novo investimento não se transforme em mais um aditivo: a comunidade já esperou demais, e o tempo já não é aliado de quem precisa de respostas seguras e definitivas.

*Ex-conselheiro APA Estadual Gericinó Mendanha 

Critérios duplos: os padrões que mudam conforme quem é investigado


Observo que a reação de Moraes e sua equipe parece ser de obstrução, com pedidos que dificultam a investigação em vez de esclarecer os fatos. A lei exige indícios mínimos para abrir apuração e pelo que já veio a público, esses indícios parecem estar presentes. Chama a atenção a mudança de postura: ele mesmo agiu com base em matérias jornalísticas, no entanto agora invoca o devido processo como barreira. Se os mesmos critérios fossem aplicados a ele, o que já foi revelado poderia levar a medidas bem mais severas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

ELEIÇÕES 2026 | Rio provavelmente terá 2° turno

A corrida pelo Governo do Rio pelo visto está pegando fogo. Pesquisa do Instituto Veritá mostra Eduardo Paes com 35,7% e Douglas Ruas com 34,2%. Enquanto isso ex-governador Garotinho aparece com minguados 5,3%

Ministro Alexandre de Moraes do STF a um passo de sair à francesa

O renomado jornalista Cláudio Humberto, da Rede Bandeirantes, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes pode renunciar ao cargo no Supremo Tribunal Federal a qualquer momento. 

Fonte: Rede Bandeirantes

COMENTÁRIO DO MAIHONÍ:  A possibilidade de renúncia de Alexandre de Moraes, levantada pelo jornalista, revela o quanto o STF está em frangalhos. Se confirmada, a saída representará mais do que uma mudança pessoal. Será o reconhecimento de que o cargo não pode servir a interesses que não sejam os da Nação.✓

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Reativação do Aeroporto de Nova Iguaçu: uma pergunta ao candidato

Um questionamento sobre o futuro econômico de Nova Iguaçu
07/09/2026 — ALL Podcast com o candidato a deputado estadual Elton Cristo
Por Alcy Maihoní

Tomando ciência, nesta terça-feira (8), da entrevista concedida ao ALL PODCAST pelo candidato a deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Elton Cristo (PSD), de pronto encaminhei uma pergunta ao estúdio. Como eu estava trabalhando durante a gravação, assisti posteriormente à entrevista na íntegra. Elton Cristo elegeu-se vereador em Nova Iguaçu pelo PP, sendo o candidato mais votado do partido, com 7.770 votos. Seu mandato teve início em janeiro de 2025; para a disputa eleitoral de 2026, transferiu seu domicílio partidário para o PSD, partido pelo qual deseja retornar à ALERJ.
 
A questão que formulei e que foi ao ar foi a seguinte: Considerando que o desenvolvimento econômico de Nova Iguaçu passa pela reativação de seu aeroporto, com operação para aeronaves de médio e grande porte, transporte de cargas e implantação de um helicentro, o senhor se compromete a inserir esta proposta em seu programa de mandato, caso eleito? Trata-se de um tema que considero central para o futuro econômico de nossa cidade, e que merece atenção e posicionamento claro de cada candidato.
 
Abaixo, apresento a transcrição da resposta dada pelo candidato. É fundamental que a população conheça o posicionamento dos candidatos sobre propostas estruturais, para que possa decidir com clareza em quem vai confiar o futuro de Nova Iguaçu.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Mário Sabino revela ameaça de ministro do STF: onde está a defesa da imprensa?


O jornalista
Mário Sabino afirmou à CNN Brasil que um ministro do Supremo Tribunal Federal telefonou para a direção do portal onde trabalha e sinalizou a possibilidade de sua prisão. O jornalista apresentou o relato como exemplo de intimidação contra veículos de comunicação e profissionais que publicam informações envolvendo ministros da Suprema Corte. 

Fonte e vídeo: Conexão Política Brasil

O jornalista e escritor Mário Sabino afirmou que, segundo sua avaliação, nem durante o regime militar houve um nível tão elevado de pressão estatal sobre o jornalismo e de autocensura nas redações. Sabino também relatou nunca ter visto tantas ligações para diretores de redações com pedidos de demissão de jornalistas.
(DANUZIO NETO, 2026)

COMENTÁRIO DO MAIHONÍ: Diante deste fato absurdo narrado pelo renomado jornalista Mário Sabino, eis a pergunta que não quer calar: onde estão o apoio aberto e as notas de repúdio das instituições defensoras da imprensa e dos jornalistas? Cito: 
ABI — Associação Brasileira de Imprensa; 
ABRAJI — Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo; 
ANJ — Associação Nacional de Jornais;
FENAJ — Federação Nacional dos Jornalistas.

Nova Iguaçu | Anistia e liberdade não se conquistam em casa

O silêncio nas ruas de Nova Iguaçu, neste Dia da Independência do Brasil e o desafio de transformar descontentamento em ação
07/09/2026 — Hoje estou aqui, tal como ele esteve sozinho no plenário. A semente se planta mesmo sem plateia.
A chama não se apaga. 🇧🇷

Estive na manhã desta segunda-feira, 7 de setembro, feriado da Independência do Brasil, na Praça da Liberdade, em Nova Iguaçu. Como um dos criadores do Movimento Direita Nova Iguaçu, cumpri o compromisso com os leitores e com a convocação que fiz em minhas redes sociais para o ato simbólico em defesa da anistia ampla, geral e irrestrita aos presos políticos de janeiro de 2023, bem como também solidariedade aos cidadãos exilados, fora do país. Infelizmente, muitos iguaçuanos que se declaram "patriotas e da verdadeira direita" preferiram o conforto de seus lares e não foram às ruas. Deixaram passar em branco um dia que deveria ser também de reafirmação de nosso posicionamento político, social, como conservadores de direita.
 
Outros optaram por se juntar às manifestações na zona sul, bairro de Copacabana. Entendo que o ambiente ainda não é o mais favorável: a descrença na política e o medo ainda persistem, alimentados pelas injustiças que se acumulam desde os eventos de 8 de janeiro de 2023, quando centenas de pessoas foram detidas (sequestradas) e condenadas a penas que chegam a 17 anos. É compreensível que haja receio num país que se tornou hostil a quem pensa diferente, num cenário que muitos veem marcado por autoritarismo e corrupção nos três poderes. No entanto,  não podemos deixar que o medo nos paralise.
 
Gostaria de deixar uma reflexão: Jair Bolsonaro, quando deputado federal em 2011, era visto por muitos como um parlamentar sem destaque (nanico), que falava verdades num plenário vazio e mesmo assim foi adiante, até se tornar Presidente da República (mito). Fez surgir um movimento voluntário que levou milhares de brasileiros a acamparem pacificamente em frente aos quartéis das principais capitais do país. Hoje, precisamos derrubar narrativas falsas e a desinformação todos os dias. Não basta apenas estar nas redes sociais reclamando; votar é importante, todavia exercer cidadania é ação diária. Temos que ir ao encontro das pessoas, dialogar e esclarecer olho no olho. O povo precisa voltar às ruas: sem medo, com fé e propósito, objetivo de construir um Brasil melhor.

domingo, 6 de setembro de 2026

Piscinões em Nova Iguaçu recebem apoio de vereadores como medida contra enchentes

Foto com legenda extraída do Jornal Correio da Lavoura

A construção de piscinões para contenção de águas pluviais foi tema de pronunciamentos na Câmara Municipal de Nova Iguaçu, com parlamentares destacando a importância da iniciativa para reduzir os danos causados por chuvas intensas no município.
 
O vereador Simpatia ressaltou, em sua fala durante a sessão, que a implantação das estruturas representa um avanço na preparação da cidade para períodos de precipitação elevada. Segundo ele, os reservatórios funcionam como medida de prevenção e de enfrentamento dos transtornos provocados pelas enchentes, contribuindo para minimizar seus efeitos e proteger a população.
 
O colega Dr. Manoel complementou a avaliação ao destacar o alcance social das intervenções. Conforme o parlamentar, as obras previstas devem beneficiar mais de 100 mil pessoas, com impacto principal em moradores de áreas historicamente atingidas por alagamentos.
 
Crédito: Jornal Correio da Lavoura
 
COMENTÁRIO DO MAIHONÍ: O que observo é que os equipamentos devem ser viabilizados com recursos do Novo PAC, programa federal que financia obras de infraestrutura hídrica e de drenagem urbana em parceria com os municípios. A prefeitura de Nova Iguaçu também poderia integrar ações ao Projeto Iguaçu, que planeja intervenções estruturais de gestão de águas pluviais em toda a bacia do Rio Iguaçu e do Rio Botas.
 
Meu ponto de vista é que a articulação entre os dois marcos se efetivada será considerada excelente estratégia: o Novo PAC aporta os recursos de escala necessários para a execução, enquanto o Projeto Iguaçu fornece o diagnóstico técnico local, o mapeamento de áreas de risco e a definição de prioridades por bairro, garantindo que os investimentos atinjam as regiões mais vulneráveis. Há aporte de investimentos também no Projeto Iguaçu, e uma fração pode ser canalizada para licitações de obras de contenção de encostas e drenagens.
 
Além de acompanhar a execução das obras, os vereadores têm papel central na fiscalização do cronograma e dos custos, na garantia de transparência sobre a origem e o uso dos recursos, e na formulação de políticas complementares, como regras de uso do solo, manutenção de galerias e controle de desmatamento, sem as quais os reservatórios não terão eficácia plena.
 
As iniciativas de contenção são esperadas pela população de áreas como a descida do Parque Estadual do Mendanha (Serra de Madureira) e bairros do entorno, que enfrentam recorrentes inundações nos períodos de chuva.

Mendonça pede afastamento de Moraes de processos do caso Banco Master

Mendonça solicita que Moraes se declare suspeito em processos ligados a Vorcaro; a verdade e a isonomia estão em jogo

O ministro André Mendonça pediu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o afastamento de Alexandre de Moraes, porém não do cargo inteiro, e sim de atuar nos processos relacionados ao caso do Banco Master / Daniel Vorcaro, por suspeita de parcialidade.

Na minha avaliação o pedido de André Mendonça não é, por si só, um processo de impeachment, que fique claro. No entanto, ele amplifica a pressão institucional sobre Alexandre de Moraes e expõe fragilidades estruturais do STF. A decisão que vier a ser tomada vai servir de referência para a relação entre o Supremo, os outros poderes e a sociedade nos próximos anos. O que está em jogo não é só um processo e sim a credibilidade da própria Corte.

Sobre a questão do Impeachment de Alexandre de Moraes que boa parte da nação deseja: Existe teoricamente, todavia é processo político-penal lento, de altíssimo obstáculo e sem histórico de aprovação para ministros do STF. Os pedidos existem, mas têm baixa probabilidade de avançar.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Para além da progressão: o objetivo é a consolidação do conhecimento

Divulgação: Redes Sociais 

Diversificar modelos de ensino, com regras claras e acompanhamento, é caminho para atender às necessidades de cada estudante. A progressão continuada foi instituída com o propósito de evitar a interrupção desnecessária da trajetória escolar dos estudantes. Contudo, a simples passagem de uma série para outra não garante o desenvolvimento de habilidades essenciais, especialmente no domínio da leitura, da escrita e da compreensão. Quando o estudante avança sem consolidar conhecimentos fundamentais, os desafios se tornam progressivamente maiores. Por essa razão, a alfabetização não pode depender apenas da idade ou da progressão cronológica; ela exige ensino estruturado, acompanhamento sistemático e estratégias pedagógicas adequadas às necessidades de cada aluno.

O trabalho docente é central nesse processo: o professor identifica dificuldades, adapta metodologias e busca alternativas para favorecer a aprendizagem. Quanto maior o domínio sobre os processos de leitura e escrita, mais eficazes são as intervenções pedagógicas. Muitos educadores já buscam formação continuada e atualização de práticas, mas é indispensável que escola, professores, famílias e gestores atuem de forma articulada. O objetivo da instituição escolar não se restringe à progressão cronológica, mas à garantia de aprendizagens significativas que fundamentem a trajetória do estudante.

Nesse contexto, considero que a regulamentação do ensino domiciliar pode representar um avanço, oferecendo uma alternativa válida que dialogue com o ensino tradicional. Não se trata de substituir a escola, mas de instituir uma opção que atenda a diferentes ritmos e necessidades de aprendizagem, desde que amparada por normativas claras, acompanhamento pedagógico e avaliação sistemática do desenvolvimento dos alunos. Essa diversidade de modelos pode inclusive estimular a qualidade do ensino ofertado nas instituições formais, ao estabelecer parâmetros de comparação e de exigência em prol de uma educação mais eficaz.