O ator Juliano Cazarré comenta sua visão sobre os efeitos das políticas de educação sexual nas escolas e faz críticas à influência do funk na forma como mulheres são retratadas. Um tema que gera debates intensos, opiniões divergentes e muitas discussões sobre valores, educação e sociedade. Fonte/vídeo: Reflexão em foco
Por Maihoní
Corroboro integralmente a visão e as colocações apresentadas por Juliano. É inegável que o baixo nível de manifestações musicais se alastrou de forma descontrolada e o que é ainda mais preocupante é que esse cenário encontra terreno fértil e portas abertas dentro das unidades de ensino.
Não se trata de uma crítica passageira ou de um fato isolado. Para ilustrar a gravidade da questão, é oportuno resgatar um episódio que marcou a realidade educacional de Nova Iguaçu, ocorrido no ano de 2017, em uma escola municipal localizada no bairro Jardim Nova Era. À época, a ação foi promovida pela Secretaria de Cultura e ganhou contornos de polêmica nas redes sociais da internet, diante dos princípios que devem reger o ambiente escolar.
Eu ocupava, na ocasião, o cargo de vice-presidente do Conselho Municipal de Educação quando recebi a denúncia. O relato descrevia um evento impactante, no qual uma cantora levou aos alunos um repertório com conteúdos de tom muito forte e inadequado para o público infantil e juvenil.
Prontamente, me desloquei até a instituição para verificar a situação e conversei diretamente com o diretor da escola. O que ouvi foi surpreendente e, ao mesmo tempo, preocupante: com total tranquilidade, ele afirmou não ter identificado qualquer problema ou impropriedade na apresentação. Mais do que isso, classificou a atividade como uma “surpresa” positiva, que havia agradado bastante aos estudantes e tudo isso havia sido realizado no horário do recreio, momento de convívio e descanso dentro da rotina escolar. Detalhe: Pais e responsáveis de alunos ausentes.
Esse caso, que completa anos, permanece como um alerta. Ele revela um desafio que segue presente: a necessidade de zelar pela qualidade e pela adequação das manifestações culturais que entram nas escolas, espaços que devem ser, acima de tudo, locais de formação, referência e proteção para as novas gerações.

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