quarta-feira, 29 de abril de 2026

Linhas intermunicipais e o descaso da Tinguá expõe negligência do governo estadual

O transporte público na Baixada: quando o direito vira castigo
 
Crédito da foto: Oziel Bruno de Almeida
Extraído do grupo De Olho em Nova Iguaçu
 

Viajar de ônibus na Baixada Fluminense virou um teste de resistência, especialmente nas linhas operadas pela empresa Tingua. Como relatado na rota Ponto Chic x Central, veículos saem do ponto final já com defeitos, como ar-condicionado quebrado, e motoristas ignoram pedidos dos passageiros, só admitindo o problema ao encontrar fiscais. A situação se repete em todas as rotas: Central x Cabuçu, Boa Esperança x Central e linha 492 segundo passageiros contam como "verdadeiras sucatas, bancos quebrados, água pingando, janelas lacradas e horários irregulares, como o término precoce do serviço aos sábados." Tudo isso é oferecido por uma tarifa que chega a quase R$15,00, valor totalmente incompatível com a qualidade precária e o descaso com quem paga.
 
Essa realidade humilhante não pode mais ser tolerada, ainda mais sabendo que todas essas são linhas intermunicipais, cuja gestão, regulamentação e fiscalização são responsabilidade exclusiva do governo estadual, por meio do Detro-RJ e da Secretaria de Transportes. A empresa age como se estivesse acima das regras, sem cumprir contratos e normas básicas, enquanto a população sofre prejuízos na rotina, no trabalho e nos estudos. Não é justo que paguemos caro para receber um serviço que não atende nem as condições mínimas de conforto e segurança.
 
Diante de tanta negligência, cobramos ações imediatas: do governo estadual, fiscalizações rigorosas, multas severas e renovação urgente da frota; dos deputados estaduais da ALERJ, que exerçam seu papel de representação, proponham leis mais rígidas e acompanhem cada denúncia. O prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, pode apoiar e intervir na causa, mas a obrigação legal é do Estado. Chega de descaso! O transporte público é direito de todos, e só vai mudar quando as autoridades deixarem de fechar os olhos e colocarem o respeito ao cidadão como prioridade.

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