O transporte público na Baixada: quando o direito vira castigo
Viajar de ônibus na Baixada Fluminense virou um teste de resistência, especialmente nas linhas operadas pela empresa Tingua. Como relatado na rota Ponto Chic x Central, veículos saem do ponto final já com defeitos, como ar-condicionado quebrado, e motoristas ignoram pedidos dos passageiros, só admitindo o problema ao encontrar fiscais. A situação se repete em todas as rotas: Central x Cabuçu, Boa Esperança x Central e linha 492 segundo passageiros contam como "verdadeiras sucatas, bancos quebrados, água pingando, janelas lacradas e horários irregulares, como o término precoce do serviço aos sábados." Tudo isso é oferecido por uma tarifa que chega a quase R$15,00, valor totalmente incompatível com a qualidade precária e o descaso com quem paga.
Essa realidade humilhante não pode mais ser tolerada, ainda mais sabendo que todas essas são linhas intermunicipais, cuja gestão, regulamentação e fiscalização são responsabilidade exclusiva do governo estadual, por meio do Detro-RJ e da Secretaria de Transportes. A empresa age como se estivesse acima das regras, sem cumprir contratos e normas básicas, enquanto a população sofre prejuízos na rotina, no trabalho e nos estudos. Não é justo que paguemos caro para receber um serviço que não atende nem as condições mínimas de conforto e segurança.
Diante de tanta negligência, cobramos ações imediatas: do governo estadual, fiscalizações rigorosas, multas severas e renovação urgente da frota; dos deputados estaduais da ALERJ, que exerçam seu papel de representação, proponham leis mais rígidas e acompanhem cada denúncia. O prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, pode apoiar e intervir na causa, mas a obrigação legal é do Estado. Chega de descaso! O transporte público é direito de todos, e só vai mudar quando as autoridades deixarem de fechar os olhos e colocarem o respeito ao cidadão como prioridade.

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