Proibir antes de investigar é atropelar a liberdade
Por Alcy Maihoní
A decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral de negar o pedido do deputado Lindbergh Farias (PT) para tirar do ar o vídeo com imagem de Jair Bolsonaro feita por inteligência artificial é, na minha visão, o caminho mais correto. Até que se prove com provas concretas que o conteúdo é mentiroso ou ilegal, não cabe proibição antecipada. Como disse o ministro: “Não se pode retirar algo do ar apenas porque não se concorda com ele. A liberdade de expressão existe, mas qualquer abuso será punido depois de investigação completa, com direito a todos se defenderem”. Concordo plenamente: ninguém pode ser calado ou punido antes que se saiba a verdade de fato.
A inteligência artificial é tecnologia recente e precisa de cuidado, no entanto não pode virar motivo para acabar com a liberdade de cada um se manifestar. Se houver erro ou mentira, a Justiça cabe apurar e aplicar a punição certa, outrossim sempre com calma, com análise e sem atitudes precipitadas. Assim, se espera uma eleição limpa, todavia sem tirar do povo o direito de ver, ouvir e decidir por si mesmo.

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