Projeto atinge 11 bairros e 100 mil pessoas e a sociedade civil não pode ficar de fora das decisões
Por Alcy Maihoní *
É claramente positiva a sinalização da Light para a cessão dos terrenos onde a prefeitura pretende construir e reformar cinco reservatórios de águas pluviais, com capacidade para armazenar 346 milhões de litros de água da chuva e proteger mais de 100 mil moradores em onze bairros: Bairro da Luz, Chacrinha, Santa Eugênia, Ouro Verde, Jardim Alvorada, Jardim Canaã, Jardim Pernambuco, Nova Era, Centro, Vila Bandeirantes e Moquetá. Os reservatórios serão instalados em Firjan 1 – Dom Rodrigo, Firjan 2 – Dom Rodrigo, Jardim Pernambuco, Bairro da Luz e Jardim Alvorada. O investimento de R$ 49 milhões, por meio do Novo PAC, é inegavelmente uma obra necessária, que busca dar resposta a um problema histórico que afeta famílias ano após ano na região urbana e na descida da Serra de Madureira. No entanto, não posso deixar de me perguntar: por que demorou tanto? O recurso federal já estava disponível desde dezembro de 2025 e a população convive com inundações há décadas. É justo cobrar que sejam esclarecidas as razões de tanta demora, enquanto as perdas e os transtornos se acumulavam.
A comparação que muitos fazem com o Viaduto de Comendador Soares é inevitável: a obra começou em 2014, passaram-se doze anos e ainda não foi concluída. Isso gera desconfiança legítima e reforça a importância de que, antes de qualquer licitação, seja realizada uma consulta pública com a sociedade civil. A população tem o direito de opinar, acompanhar cada etapa e cobrar transparência. Que este projeto não seja apenas mais uma promessa, no entanto um compromisso que avance com participação, celeridade e responsabilidade, para que finalmente Nova Iguaçu possa viver sem o medo constante das águas.
*Ex-conselheiro APA Estadual Gericinó Mendanha

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