sábado, 11 de julho de 2026

Dependência da China: taxação abala toda a cadeia da pecuária nacional

Tema de impacto nacional ganha cobertura discreta e gera dúvida sobre a visibilidade do problema

Imagem Folha do Estado

Por Alcy Maihoní 

Nada surpreso com o resultado oriundo deste relacionamento do governo brasileiro com a China, todavia é algo preocupante com esta taxa extra de 55% que a China aplicou, chegando a 67% no total, sobre a carne brasileira que ultrapassar o limite anual. Até junho de 2026, esse limite já estava quase todo usado. Como a China compra mais da metade da nossa carne exportada, os efeitos aparecem rápido: a produção diminui e o preço pago ao produtor cai. A economista carioca Esther Dweck explica: “Essa medida mostra o perigo de vender quase tudo para um só lugar, quem compra passa a mandar nas regras”.
 
Tenho a opinião de que o problema maior é que o Brasil há décadas não vem se preparando direito e a coisa desandou mais ainda nestes últimos 4 anos. Esther  complementa: “Continuamos vendendo produto bruto, sem buscar outros mercados nem melhorar o que oferecemos. Logo, qualquer decisão de fora vira prejuízo para todo mundo”. Além disso, a imprensa peca em falar pouco sobre o assunto, como se não quisesse mostrar o tamanho do risco para produtores e trabalhadores.

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