quarta-feira, 21 de outubro de 2026

A decisão do TSE em favor de Flávio Bolsonaro freia acusações sem prova

Decisão unânime mostra que a verdade está acima da politicagem
Foto: Ministra Estela Aranha | TSE, 2026

Por Alcy Maihoní

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referendou por unanimidade a manutenção da remoção de publicações nas redes sociais que associavam o candidato Flávio Bolsonaro à Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. Conforme ficou demonstrado, percebo que o senador e candidato não é investigado, citado ou sequer mencionado na referida operação, não havendo qualquer vínculo oficial que justificasse tais associações. A ministra Estela Aranha, relatora do processo, havia determinado a retirada do conteúdo em vinte e quatro horas, entendendo que as publicações ultrapassaram os limites aceitáveis da crítica política e a qual concordo, ao atribuir ao candidato vínculos com organizações criminosas sem o mínimo respaldo real.
 
A representação foi apresentada pelo Diretório Nacional do Partido Liberal contra nomes de peso na cena política e também contra responsáveis por perfis digitais. Citando os nomes dos envolvidos: senadora Gleisi Helena Hoffmann, os deputados Lindbergh Farias, Guilherme Castro Boulos e Rogério Correia, além dos responsáveis pelos perfis "PT na Câmara", "Lula conta comigo", "Brasil pra Frente", "Anti Bolsonaro Real" e "Lázaro Rosa", e ainda a empresária Aurilene Monteiro, conhecida como "Gata Canhota". O que chama atenção é que pessoas conhecidas politicamente e com acesso a canais institucionais escolheram difundir acusações graves envolvendo crime organizado, lavagem de dinheiro e "rachadinha", sem qualquer pudor e o cuidado básico de verificar se havia qualquer elemento concreto que embasasse tais afirmações. A ministra bem destacou em sua decisão que a liberdade de expressão não é absoluta e, para mim, isso é fundamental: associar candidatos a organizações criminosas sem base empírica suficiente viola a honra das pessoas e prejudica a normalidade do processo eleitoral em que todos nós precisamos acreditar.
 
Este caso serve, na minha visão, como um importante alerta para todos nós. A decisão do Plenário não cerceia o debate político; ao contrário, ela protege sua qualidade. Criticar faz parte da democracia; difamar, não. Eu espero que todos os envolvidos sejam de alguma forma penalizados sobre a responsabilidade que acompanha cada publicação feita em nome da política. Acredito que a verdade não pode ser sacrificada em prol de vantagens eleitorais de momento, pois quando isso acontece, quem perde é a sociedade inteira, que merece eleições pautadas pela lisura, pelo respeito e pela informação correta.

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