segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Se as urnas atuais são confiáveis, por que nenhum país rico as adota?

Defendo com convicção o modelo de urna mista: voto eletrônico acompanhado de voto impresso, garantindo ao eleitor a certeza de que seu voto foi registrado de fato. Vejo com estranhamento a afirmação de que as urnas atuais seriam confiáveis, quando não são adotadas por nenhum país desenvolvido; aceitas, segundo se verifica, por nações onde a corrupção é notória. Se o sistema é tão seguro, por que não se adota a transparência que o voto impresso proporciona? A confiança não pode vir apenas de palavras de autoridades; ela precisa estar visível, comprovável ao alcance de todos.
 
A solução que se apresenta é simples e racional: a urna de terceira geração, que registra eletronicamente e imprime o comprovante. Dessa forma, a contagem pode ser eletrônica e, sempre que necessário ou solicitado, conferida fisicamente com segurança. É por isso que reivindicamos a contagem pública de votos: sem o comprovante impresso, não há garantia plena. Eleições limpas exigem que cada cidadão possa verificar o resultado; e isso só se torna possível quando o voto também está no papel, à disposição de qualquer conferência.

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