Com Rogério Marinho, a oposição tem força para devolver dignidade à Casa Legislativa
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| Figura: Senador Rogério Marinho, indicado pelo PL para a presidência do Senado em 2027. Fonte: Conexão Política, 2026 |
Por: Alcy Maihoní
A decisão do Partido Liberal de lançar candidatura própria à presidência do Senado é, na minha avaliação, uma medida necessária e corajosa. O nome de Rogério Marinho é, sem dúvida, uma escolha que representa seriedade, experiência e firmeza de propósitos, qualidades que faltam neste momento. Com uma bancada de 28 senadores, a oposição tem agora a força necessária para garantir um debate equilibrado e, como bem afirmou o líder Carlos Portinho, trabalhar pelo restabelecimento do equilíbrio entre os Poderes da República.
O cenário que se apresenta, no entanto, traz preocupações sérias. Segundo as notícias, o senador Davi Alcolumbre estaria articulando uma proposta de indulto ou anistia ao ex-presidente Bolsonaro como moeda de troca para angariar votos da direita e garantir sua reeleição. Para mim, isso é incabível. E as suspeitas não param por aí: o escândalo mais recente envolvendo o INSS, no qual um homem de confiança de Alcolumbre teria recebido R$ 3 milhões de empresa investigada, exige esclarecimento imediato. Fica a pergunta: onde está o STF pedindo explicações? A sociedade precisa de transparência, não de negociações nos bastidores.
Por isso, reforço minha convicção: que venha Rogério Marinho ocupar essa importante cadeira no comando do Senado. Não se trata apenas de disputar um cargo, todavia de devolver a esta Casa a dignidade e a independência que ela merece. A oposição unida tem agora a oportunidade de mostrar que o Senado não pode ser refém de arranjos políticos, e sim um espaço onde a ética e o interesse público estejam sempre em primeiro lugar.

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