segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Metas difíceis de serem cumpridas se o governo federal não fazer a parte que lhe cabe

EFEITOS DA POLÍTICA DE DILMA NO ENSINO PROFISSIONAL
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Em primeiro lugar, o crescimento do ensino profissional entre 2011 a 2013 foi de 11%, mas este crescimento tornou mais proeminente a presença privada no total das matrículas. Em 2013 o setor privado já representava 60,3%.
Quando verificamos o ritmo de crescimento de cada um dos atores fica claro o problema. As matrículas federais cresceram 13,4%, o setor estadual decresceu em 2% e o setor privado cresceu 18,9%.
Antes mesmo de entrar em vigor, a lógica privatista defendida pelo governo já fazia estragos na cobertura escolar profissionalizante. Acontece que o governo perdeu parte da batalha e a Meta 11 manteve a necessidade de que as vagas novas relativas ao cumprimento do PNE devem ser 50% oferecidas pelo Poder Público. A pergunta que falta ser respondida é se efetivamente o governo federal e governos estaduais, tão solícitos com acenos para os interesses do mercado financeiro, com a manutenção da política de superávit nas contas públicas para honrar compromissos com os credores da dívida pública, irão se esforçar para cumprir a referida Meta.
Fonte: Luiz Araújo - Professor, doutor em políticas públicas em educação pela USP.
COMENTÁRIO DO MAIHONÍ: Está mais que explicado agora. Na reunião em D.Caxias sobre PNE x PME houve a imposição por parte do MEC de que os municípios participantes do encontro realizem a grandiosa tarefa de bater as metas pré-estabelecidas da meta Brasil. Tive a impressão de estar por um momento em um templo religioso, na qual houvesse o coro de amém. Representantes das secretarias de educação se comprometeram, sem pestanejar (ignorando a existência das comunidades escolares), em cumprir o proposto. Diante deste absurdo, mantive-me calado, pois estava como convidado e refleti que não era educado colocar lenha na fogueira, se estivesse em território iguaçuano, eu riscaria um fósforo. Enfim, para melhor compreensão colocaram nas costas de poucos municípios a gigantesca tarefa de carregar demais municípios deste e de outros estados no que se refere as metas. Não considerando que tais metas estão sistematicamente em franco atraso e contarmos a partir da CONAE2010.


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