terça-feira, 31 de março de 2026

Creche e terreno no bairro Jardim Nova Era em Nova Iguaçu

Parte 2: Governo Dudu Reina

Por Alcy Maihoní 

No dia 04 de dezembro do ano passado, o prefeito Dudu Reina apresentou com entusiasmo nas redes sociais um novo projeto para o Jardim Nova Era: uma creche e uma praça no terreno ao lado da E.M. Jardim Nova Era (Brizolinha), com a cobertura da caravana RJ1 da Rede Globo. Na ocasião, o gestor desta forma anunciou:  que a "licitação esta marcada para o dia 17 de dezembro, que a área de lazer aguarda retorno da Procuradoria Geral e que as obras devem começar após o Carnaval de 2026", e acrescentou previsão de conclusão em até 10 meses.
Quatro meses depois, em 31 de março de 2026, o cenário é bem diferente do prometido. O terreno, embora cercado por tapumes desde a reportagem, não apresenta qualquer sinal de início das obras. Além disso, não há a obrigatória placa de identificação exigida pelo CREA ou CONFEA, documento que deveria conter dados como o órgão contratante, datas previstas de início e término, informações da empresa executante, técnico responsável e valor total estimado da obra.
 
A ausência de avanços gera questionamentos legítimos sobre o andamento do processo. Se a licitação estava marcada para dezembro, por que até hoje não há definição da empresa responsável? O que ocorreu com o parecer da Procuradoria Geral que, segundo o prefeito, seria o último trâmite antes da contratação? Mais importante: quem está fiscalizando essa promessa para garantir que ela não se transforme em mais um projeto abandonado na cidade?
 
E é neste ponto que surge o questionamento que ecoa por muitos moradores do bairro: cadê os vereadores? Os parlamentares são os representantes do povo na Câmara Municipal, com o mandato de fiscalizar as ações da administração e garantir que os recursos públicos sejam aplicados conforme o prometido. É esperado que eles busquem explicações junto à prefeitura, solicitem relatórios detalhados sobre o processo licitatório e pressionem para que as obras avançem ou que, ao menos, a população seja informada sobre eventuais impasses.

Alcy Maihoní - Ex-conselheiro de Educação de Nova Iguaçu 

Creche e terreno no bairro Jardim Nova Era em Nova Iguaçu

Parte 1: Governo Rogério Lisboa

Por Alcy Maihoní 
 
Foto: Alcy Maihoní (arquivo pessoal)

No bairro Jardim Nova Era, em Nova Iguaçu, um vazio físico e uma frustração coletiva marcam o legado de uma promessa do governo do ex-prefeito Rogério Lisboa. O que deveria ser um espaço de aprendizado e cuidado para crianças da região se transformou em um legado de oportunidades perdidas e recursos mal aplicados ou perdidos.
 
No início de 2017, a EMEI Escola Municipal de Educação Infantil, da rua Sílvio Freitas, n° 127,  teve que ser fechada após ser atingida por uma chuva de granizo que destruiu seu telhado e danificou o sistema elétrico. As crianças foram transferidas para a E.M. Jardim Nova Era, conhecida popularmente como Brizolinha, em uma medida provisória tomada pela SEMED que, até hoje, porém não encontrou fim. 
Na época, a reportagem do Bom Dia Brasil, da Globo, revelou que o município havia recebido R$ 3 milhões via programa Pró-Infância para construir seis creches na cidade, sendo uma justamente no terreno (foto) adjacente à Brizolinha.
 
Terreno ao lado da E.M. Jardim Nova Era

Em declaração naquele ano, Lisboa afirmou: "Recursos chegou em 2015, tivemos que renovar este convênio para poder executar estas creches. Quero garantir à população que aonde tem terreno vazio, terão creches." Todavia, ao final de seu segundo mandato, situação do terreno permaneceu intocável e a creche EMEI citada permaneceu abandonada.
 

O abandono dessa obra representa mais do que a falta de um prédio: significa a negação de um direito básico à educação infantil de qualidade para muitas famílias do Jardim Nova Era. Os recursos públicos destinados ao desenvolvimento das crianças foram liberados há mais de uma década, mas não resultaram em soluções concretas, efetivas para a demanda local. A promessa feita à população foi deixada de lado, deixando um vazio que não pode ser preenchido apenas com explicações ou desculpas.
 
A situação da creche do Jardim Nova Era deve servir como um alerta para gestões futuras: o investimento em educação infantil não pode ser tratado como uma promessa eleitoral, por outro lado, sim como uma prioridade que exige compromisso, transparência e execução eficiente.

Alcy Maihoní - Ex-conselheiro de educação de Nova Iguaçu 

segunda-feira, 30 de março de 2026

Campanha de vacinação contra Covid-19 no Brasil, nos dias atuais

Outro dia, foram as crianças de Arroio Grande sequestradas pelo Estado, mais recentemente um casal do Paraná está sendo multado em mais de 500 mil reais por não vacinarem seus filhos contra a Covid, mesmo com um laudo médico desfavorável à vacina.

Para quem ainda duvida deste absurdo, seguem dois vídeos, dentre outras fontes seguras, mostrando o que a esquerda comunista que está no poder vem fazendo com a população:

Multa de R$ 500 mil por não vacinar: o absurdo da política de vacinação no Brasil

Polêmica no Paraná: condenação por não vacinar filhos contra Covid

Alcy Maihoní 
Foto: Gazeta do Povo 

Ontem (29), a Gazeta do Povo divulgou que uma família do Paraná foi condenada a pagar mais de R$ 500 mil por não vacinar os filhos contra a Covid-19. A notícia destaca a polêmica que envolve o tema no Brasil, já que enquanto em outros países a obrigatoriedade da vacina para crianças não é cogitada, aqui as discussões tomam rumos extremos. Há casos registrados de efeitos colaterais gravíssimos e até crianças que foram a óbitos. A decisão levanta questões sobre a liberdade de escolha dos pais e preocupações com a natureza da vacina em menores, além de abordar as exigências escolares que vinculam a atualização da caderneta de vacinação à garantia de vaga. Um cenário considerado surreal por muitos.
 
No entanto, o problema talvez esteja na forma como o Brasil tem lidado com a questão, pois ao invés de construir consenso com base em dados científicos, diálogo e respeito as discussões têm alimentado a polarização politiqueira. Ainda assim, convenhamos que a alta multa aplicada à família em questão é simplesmente uma excrescência jurídica, abominável. Isso leva a decisões radicais ou medidas que colocam em risco direitos como a educação. A necessidade é encontrar um equilíbrio que respeite tanto a autonomia dos pais quanto a responsabilidade coletiva com a saúde pública e o acesso à educação, evitando que as crianças sejam as principais vítimas do debate.

domingo, 29 de março de 2026

Educação básica em foco: proposta define tetos nacionais para alunos por sala

Debate envolve não somente o tamanho das turmas, mas também a necessidade de novas escolas, creches e vagas

Alcy Maihoní
Foto: Extraído do Instagram da UNPB - União Nacional dos Professores do Brasil

O PL 3.799/2023, que tramita na Câmara dos Deputados, representa um passo importante no debate sobre a qualidade da educação básica brasileira ao propor limites nacionais de alunos por sala. Com previsões de até 10 crianças em creches e 25 alunos nas demais etapas da educação básica, a proposta busca uniformizar o que hoje é definido de forma descentralizada pela LDB. O autor do projeto, deputado Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG), justifica a medida ao destacar que o excesso de alunos dificulta o atendimento individualizado, a aplicação de metodologias modernas e o manejo de classe, além de gerar desgaste aos professores. De fato, dados do Censo Escolar de 2022 mostram que, nas redes públicas, creches têm em média 16 crianças por sala, enquanto o ensino médio chega a 30 alunos, reforçando a necessidade de ajustes. No entanto, é preciso ir mais além: 25 alunos na Educação Infantil ainda é um número elevado para garantir o cuidado e a estimulação adequados, sendo ideal que esse limite fosse reduzido para as etapas do Ensino Fundamental e Médio, um teto de 20 alunos por turma seria mais condizente com a necessidade de acompanhamento pedagógico e desenvolvimento das habilidades dos estudantes.
Todavia, o desafio da proposta é sua implementação prática, que demanda novos investimentos em infraestrutura, formação de professores e recursos pedagógicos para evitar que a redução de alunos por sala traga impacto real no aprendizado. É essencial que o Congresso associe a medida a políticas públicas que garantam a adaptação dos sistemas de ensino nos três anos de transição, além de ações complementares como valorização docente e melhoria do material didático.
Atenção pais e responsáveis de alunos de Nova Iguaçu, vamos acompanhar os trâmites deste Projeto de Lei!

Alcy Maihoní - Coordenador geral do Fórum Popular de Defesa da Educação de Nova Iguaçu | Ex-conselheiro de educação

Eleições 2026 vamos varrer os comunistas do Brasil, com voto consciente

Esses são os políticos que deram cobertura ao maior golpe contra o INSS. Enquanto o povo brasileiro clama por justiça, esses parlamentares optaram por defender os interesses de seus camaradas. Memorize essa lista. O voto é seu nas próximas eleições.


sábado, 28 de março de 2026

Base Destacada de Bombeiros no KM 32: Conquista de longa luta chega a Nova Iguaçu

Estrutura visa combater incêndios ambientais e acidentes na antiga Estrada de Madureira

Por: Alcy Maihoní *

Recorte extraído do Instagram do vereador Vaguinho Neguinho 

A notícia da breve inauguração da Base Destacada do Corpo de Bombeiros no KM 32 da Avenida Abílio Augusto Távora, divulgada pelo vereador Vaguinho Neguinho, é uma conquista fruto de anos de luta que esteve presente nas pautas do CONSEG e CCS de Nova Iguaçu. A localização na RJ-105, principal via de acesso da cidade é estratégica, pois permitirá atender demandas como combate a incêndios ambientais, acidentes de trânsito e outras emergências no longo trecho da avenida.

A unidade oferecerá entre outros serviços, resgates em diferentes situações, atendimento pré-hospitalar e ações de prevenção e fiscalização. 
A conquista deve ser vista como um passo importante, mas é necessário investimento contínuo em equipamentos, capacitação e integração com outras instituições para que a base atenda às expectativas da população.

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro do CONSEG-NI e CCS-NI

Rio de Janeiro precisa de renovação política

Novas vozes podem trazer soluções atualizadas para desafios do Estado

O Estado do Rio de Janeiro precisa repensar sua cultura de reeleição de políticos, pois a alternância de poderes é fundamental para o fortalecimento da democracia e o desenvolvimento das cidades e da região como um todo. Embora existam exceções de parlamentares que honram seu mandato com foco na coletividade e merecem o voto de confiança dos eleitores, de maneira geral, renovar a casa legislativa é uma medida oportuna. A prática repetida de votar nos mesmos nomes pode levar à estagnação de ideias e à falta de inovação nas políticas públicas. A alternância permite que novas vozes, com perspectivas diferentes e alinhadas aos desafios contemporâneos, cheguem ao poder, trazendo propostas atualizadas para problemas como infraestrutura, saúde, educação e segurança – demandas que pressionam a população fluminense há anos. Nesse sentido, recomenda-se considerar a eleição de pessoas de ideologia de direita, que defendem princípios como responsabilidade fiscal, liberdade econômica, família e ordem pública, valores que podem contribuir significativamente para o avanço do Estado.
 

A renovação política contribui para a transparência e a responsabilização. Quando os cargos são disputados periodicamente por novos candidatos, há maior incentivo para que os gestores atuais cumpram suas promessas e atuem com integridade, sabendo que o eleitor tem a possibilidade de escolher caminhos diferentes. Os casos de parlamentares que se destacam pelo trabalho em prol da comunidade mostram que a qualidade do mandato não depende da quantidade de vezes que o político é eleito, mas sim do compromisso com o bem público. Esses excepcionais devem ser reconhecidos, mas não podem ser usados como justificativa para manter um quadro político que muitas vezes não responde às necessidades da população.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Hospital da Posse: Caminho inverso ameaça vidas em Nova Iguaçu

Médico alerta que unidade envia pacientes para outras cidades em vez de acolhê-los.

Por Alcy Maihoní 
Dr. Henrique Paes

Na entrevista do Podcast Estúdios Nova na quarta-feira (25), o Dr. Henrique Paes alertou que o Hospital da Posse está enviando pacientes para outras cidades em vez de recebê-los da região, o que aumenta os riscos aos pacientes. Ele destacou que reduzir óbitos passa por diminuir essas transferências, defendendo que a unidade deve voltar a ser o orgulho de Nova Iguaçu, oferecendo estrutura, respeito e soluções aos que precisam de cuidados graves.
 
É fundamental que o prefeito Dudu Reina, a presidência da Câmara de Vereadores e o Conselho Municipal de Saúde assumam suas responsabilidades. O gestor deve explicar e executar as medidas para reverter o quadro, a Câmara precisa garantir o controle e fiscalização parlamentar e o Conselho Municipal de Saúde cabe também fiscalizar a qualidade do atendimento, devendo apontar falhas e propor soluções viáveis. As transferências devem ocorrer apenas em casos excepcionais e seguindo todos os protocolos de segurança.
 
Entretanto, surge a pergunta sobre o porquê de muitas das deliberações nas últimas Conferências Municipais e Estaduais de Saúde não serem implementadas. Esses encontros definem diretrizes importantes para o sistema, mas sem aplicação efetiva, não trazem benefícios reais. A população de Nova Iguaçu precisa de ações concretas para que o Hospital da Posse retome seu papel de referencial na região.

Vídeo extraído do Instagram do Dr. Henrique Paes 

quarta-feira, 25 de março de 2026

RIOFARMES e a crise dos medicamentos essenciais: onde está a responsabilidade?

Direito dos pacientes com doenças graves, crônicas ou raras precisa de garantias concretas

A RIOFARMES é responsável pela coordenação, supervisão e dispensação de medicamentos de alto custo do CEAF/RJ. Milhares de brasileiros dependem do SUS para tratar doenças graves, crônicas ou raras e têm direito a esses medicamentos, desde que apresentem a documentação exigida.
 
No entanto, faltas constantes são uma realidade preocupante. Recentemente, uma mulher se manifestou em público contra o problema, afirmando que "está uma pouca vergonha, sempre faltando medicamentos". Uma queixa compartilhada por muitos pacientes e familiares que enfrentam incerteza em relação ao tratamento.
 
Todavia, a RIOFARMES possa enfrentar desafios como orçamentos insuficientes ou problemas logísticos, deputados estaduais e o Conselho Estadual de Saúde também devem assumir seu papel de fiscalização e pressão por políticas públicas. É preciso investimentos adequados, planejamento estratégico e gestão transparente para garantir os direitos dos pacientes.
Vídeo extraído do Instagram do grupo Rio de Nojeira Oficial 

terça-feira, 24 de março de 2026

1,4 milhões por mês: A tragédia do transporte público em Nova Iguaçu

Com 34 linhas e 19 empresas envolvidas, população enfrenta sol e chuva em pontos improvisados

Por: Alcy Maihoní *
Foto: Alcy Maihoní - Terminal Rodoviário de Nova Iguaçu
 (arquivo pessoal).

O vídeo que viralizou recentemente nas redes sociais sobre o esvaziamento do Terminal Rodoviário de Nova Iguaçu, localizado no centro da cidade, situado Av. Marechal Floriano Peixoto, 2630, em momento crucial para uma população que paga o preço mais alto de uma gestão falha: a falta de condições básicas para embarque e desembarque. A reportagem expõe um cenário crítico que não pode mais ser ignorado: com média de 1,4 milhões de usuários por mês, 19 empresas de ônibus e 34 linhas intermunicipais envolvidas, os empresários abandonaram o terminal por conta de taxas consideradas altas, passando a utilizar a Avenida Marechal Floriano como ponto paliativo, deixando moradores à mercê do sol e da chuva.
 
É fundamental esclarecer os papéis envolvidos para que não haja confusão sobre quem deve responder. O Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (DETRO/RJ), autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Transportes, detém a responsabilidade legal pela regulamentação e administração dos transportes intermunicipais no estado. Suas atribuições são amplas: desde concessão e planejamento até fiscalização e administração dos serviços. O fato de possuir um escritório dentro da própria rodoviária e não tomar medidas para resolver a crise que afeta milhões de pessoas é uma contradição que demanda explicações.
 
Por sua vez, a rodoviária é administrada pela empresa privada Rio Terminais. A Taxa de Utilização de Terminal (TUT) é definida pela agência reguladora estadual, o que significa que as cobranças não podem ser arbitrárias. A empresa deve seguir diretrizes do Governo do Estado. Assim, tanto a gestão privada quanto as instâncias públicas que regulamentam o setor compartilham a responsabilidade pelo impasse que impacta diretamente as 19 empresas e as 34 linhas que atendem à população.
 
A solução não pode esperar mais. A Assembleia Legislativa do Estado (ALERJ) é o espaço institucional destinado a receber denúncias e promover ações que obriguem as autoridades a agir. Paralelamente, o Governador do Estado pode intervir diretamente para buscar um acordo entre as partes e garantir o direito da população a um terminal adequado. E cabe também aos deputados estaduais do nosso estado, especialmente aqueles que representam Nova Iguaçu e região, se posicionarem: onde estão diante desta ineficiência e descaso que prejudica cidadãos diariamente?
 
A população não pode continuar sendo a vítima deste absurdo. O transporte público é um direito fundamental, e as instituições públicas e privadas envolvidas têm o dever de garantir sua efetivação para todas as linhas e empresas que compõem esse sistema essencial.
 
Vídeo [00:02:34] extraído Instagram do grupo: 
Caos em Nova Iguaçu - março 2026 

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro do Conselho Municipal de Política Urbana e Gestão Territorial (COMPURB)

domingo, 22 de março de 2026

Parabéns ao JORNAL CORREIO DA LAVOURA pelo seu aniversário de 109 anos!

Vocês são uma referência para a nossa região e um exemplo de jornalismo de qualidade.
Capa: edição de 21 de março de 2026

Desejo a todos os profissionais do Jornal Correio da Lavoura um feliz aniversário e que continuem a inspirar e informar a nossa sociedade com ética, paixão e dedicação.
Parabéns! 🎂

Por que escolher a Via Light para o Carnaval de rua de Nova Iguaçu?

Nova Iguaçu recebe Agremiações de Carnaval com atrações variadas, mas impacto na Via Light levanta debate sobre espaços alternativos
 
Por Alcy Maihoní 
Foto: Informa Baixada RJ

O Carnaval de rua retornou a Nova Iguaçu neste sábado (21) após mais de 11 anos de ausência, na Via Light altura do bairro da Luz. O evento contou com desfiles de sete agremiações, shows, festival gastronômico e Feira Iguassu, representando o retorno de uma importante tradição cultural da Baixada Fluminense que fortalece laços comunitários e valoriza o talento local.
 
Entretanto, a realização "fora de época" e a falta de medidas adequadas causaram mais problemas ao trânsito já caótico da cidade. A Via Light é uma via essencial para deslocamentos, e a ocupação da área sem alternativas viárias claras, gerou insatisfação numa fração significativa da população. Isso levanta uma pergunta crucial: porque não fazer o desfile em outro local, sem ser na Via Light, onde o impacto no fluxo de veículos fosse menor?
 
A cultura precisa ser celebrada em Nova Iguaçu, mas não à custa da mobilidade dos cidadãos. O evento pode servir de ponto de partida para novos festivais, desde que haja equilíbrio entre a valorização da tradição e um planejamento que inclua a análise de locais mais adequados, visando minimizar os impactos na vida cotidiana da cidade. Prefeitura tem que refletir sim, sobre esta questão. 

sábado, 21 de março de 2026

Transporte público em Nova Iguaçu: Falta de ônibus aos finais de semana é inaceitável

Empresa São José, do Consórcio Reserva de Tinguá, não resolve problemas apesar de cobranças a prefeitos

Por Alcy Maihoní 
Foto: Pedro Marcos| Ônibus Brasil 
Moradores dos bairros Cobrex, Ponto Chic e adjacências, em Nova Iguaçu, sofrem com a falta de ônibus aos sábados. A empresa São José, do Consórcio Reserva de Tinguá, coloca apenas um veículo em circulação para atender a região, o que gera frustrações e dificulta a locomoção para compras, consultas médicas ou as idas e vindas do trabalho.
 
O problema já foi levado ao conhecimento do prefeito anterior, Rogério Lisboa, e mais recentemente ao atual gestor executivo da cidade, Dudu Reina, mas não houve mudanças. A solução é simples: aumentar o número de ônibus na linha durante os finais de semana, medida que não requer recursos excessivos, mas sim vontade política. Não estaria na hora de rever contrato de concessão e abrir nova licitação?
 
O transporte público é essencial para a dignidade e desenvolvimento da cidade. A empresa deve cumprir seu contrato, enquanto os vereadores precisam exercer sua função de fiscalizar e defender os interesses dos cidadãos, pois não há desculpas para que a situação persista. Cadê também o auxílio da Transônibus? 

Conforto nos ônibus de Niterói x precariedade em Nova Iguaçu

Enquanto vizinho sul da Baía completa modernização, nossa cidade ainda lida com veículos em frangalhos e sem ar-condicionado

Alcy Maihoní
Recorte, na ocasião do lançamento do novo Contrato de Concessão do Transporte Coletivo por Ônibus do Município em 08 de março de 2016

Enquanto Niterói celebra o feito histórico de se tornar o primeiro município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro com frota 100% climatizada, após substituir os dois últimos veículos sem ar-condicionado da linha 26, em Nova Iguaçu a realidade dos passageiros continua distante desse patamar. O exemplo do vizinho sul da Baía de Guanabara deixa claro que melhorias no transporte coletivo são possíveis, e é hora de nossos gestores colocarem a questão em pauta.
 
Com seus 530 ônibus climatizados, Niterói não só garante mais conforto para seus usuários, mas também avança com novas aquisições, 39 veículos estão por vir, e retoma a circulação noturna de linhas que beneficiarão moradores de Caramujo e Fonseca. Um investimento que traduz-se diretamente na qualidade de vida da população que depende do transporte público diariamente.
 
Já em Nova Iguaçu, dez anos se passaram desde a assinatura do contrato de concessão com os consórcios Reserva do Vulcão e Reserva de Tinguá. Hoje, 454 ônibus atuam em 84 linhas, atendendo cerca de três milhões de passageiros por mês, um volume expressivo que demanda atenção prioritária. No entanto, muitas unidades continuam em estado precário, sem sistema de climatização, expondo os usuários a condições desgastantes, especialmente nos dias de calor intenso característicos da nossa região.
 
O contrato de concessão não pode ser visto como um documento estático. É necessário que a prefeitura e os vereadores realizem uma análise criteriosa e com empenho renovado das obrigações assumidas pelas empresas operadoras. Niterói prova que a modernização da frota é alcançável, e Nova Iguaçu não pode ficar para trás na busca por um transporte coletivo digno.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Belford Roxo aponta caminho, Nova Iguaçu fica na espera

Planos diretores existem, mas falta execução com participação popular 

Por Alcy Maihoní * 
Obra contenção de encosta em Belford Roxo
Crédito foto: site TV Prefeito Notícias dos Municípios -RJ | 2026

Desde o início do ano passado, o Governo do Estado intensificou ações contra enchentes na Baixada Fluminense, com investimentos que ultrapassam R$ 800 milhões. O pacote de intervenções abrange estudos, monitoramento, mapeamento, além de obras de contenção de encostas e melhorias em sistemas de drenagem, beneficiando municípios como Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. Destaque para Belford Roxo, que sob a gestão do prefeito Márcio Canella deu prioridade à contenção da encosta do Morro da Granja, no bairro Xavantes (foto), com os trabalhos concluídos em fevereiro deste ano, seis meses após sua retomada em agosto de 2025.
 
No entanto, a situação em Nova Iguaçu revela uma lacuna preocupante na execução de medidas preventivas. Apesar dos repetidos impactos das fortes chuvas de verão e dos alertas da Defesa Civil e de lideranças comunitárias há anos conhecidos por ambos os executivos, estadual (INEA) e municipal, os pontos críticos de risco de deslizamento continuam sem obras de contenção, mesmo com mudanças na gestão municipal. O quadro evidencia que, em algumas regiões, a falta de continuidade nas ações e de comprometimento com as demandas da população ainda impede que os investimentos estaduais cheguem onde mais são necessários.
 
Além das obras estruturais, é fundamental que as administrações municipais abordem as causas raiz dos problemas de enchentes e deslizamentos. Não basta apenas obras de contenção encostas mesmo sendo eixo central da prevenção: é preciso também agir com eficácia na regulamentação do uso e ocupação do solo, na política de habitação e na regularização fundiária. Implementar o controle da expansão urbana e promover o reflorestamento de áreas degradadas são passos essenciais. Em última análise, o que faz falta não são planos ou recursos, mas sim vontade política para colocar em prática diretrizes já estabelecidas nos instrumentos urbanísticos, com participação efetiva da comunidade.

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro do Conselho Municipal de Política Urbana e Gestão Territorial (COMPURB)

Deputado federal é alvo de denúncia por crimes ligados ao jogo do bicho

Acusações envolvem recursos ligados ao jogo do bicho na zona sul
Foto reprodução: G1/RJTV

O deputado federal Juninho do Pneu (União Brasil) foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por lavagem de dinheiro na Operação Legado. A investigação apura um esquema ligado ao jogo do bicho na Zona Sul do Rio e ao grupo do miliciano Adriano da Nóbrega; o parlamentar é acusado de ter comprado imóveis rurais de R$ 3,5 milhões da viúva de Nóbrega, mesmo sabendo que os bens estavam sob investigação. Ele não é alvo de prisão e integra a lista de 19 denunciados.
 
Nota de esclarecimento/Equipe Juninho do Pneu

É importante destacar que a acusação não representa condenação, e todo cidadão tem direito à defesa. Este blog dará abertura e espaço para que a versão da defesa de Juninho do Pneu seja apresentada, caso desejar.

Referência: 

Rede Globo. Deputado Juninho do Pneu e mais 18 são denunciados em investigação sobre esquema milionário ligado ao jogo do bicho no Rio. Disponível em https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/rj1/video/deputado-juninho-do-pneu-e-mais-18-sao-denunciados-em-investigacao-sobre-esquema-milionario-ligado-ao-jogo-do-bicho-no-rio-14446221.ghtml Acesso em 19 mar. 2026.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Politicagem não pode ser o preço da mobilidade na Baixada Fluminense

Ação do DETRO chamou atenção em desfavor do governador

Por Alcy Maihoní 
Foto: Diário do Transporte - 16/mar/2026

Politicagem não pode ser o preço que a Baixada paga por mobilidade. A nova linha BRT da prefeitura do Rio de Janeiro foi rebocada pelo DETRO no primeiro dia de operação, simbolizando como absurda disputas eleitorais ( fora de ocasião ) entre governos atingem diretamente os moradores. A iniciativa atendia uma demanda antiga, onde milhares dependem do transporte público para trabalho, estudos e saúde. Na hora da retirada, a expectativa foi frustrada e a medida do governo estadual parece mais uma ação de força do que uma decisão técnica.

Se houvesse irregularidades na implantação da linha BRT, deveria haver diálogo prévio entre a prefeitura do Rio de Janeiro e o governo estadual para evitar prejudicar os usuários. Politicagem não pode superar o bem-estar público: a mobilidade urbana é um direito básico, não um jogo em disputas de poder. A população da Baixada já enfrenta diversos desafios e não deve ser vítima de conflitos institucionais. Não é desta forma que administra uma cidade. Gestores devem lembrar que seus mandatos existem para servir ao povo. 

terça-feira, 17 de março de 2026

Reunião no MAB detalha procedimentos para associações de moradores que estiveram inativas

Lideranças comunitárias de Nova Iguaçu recebem orientações de regularização

Por: Alcy Maihoní 

Reunião do Conselho de Representantes (CR)
do MAB - 14/março/2026
No último sábado (14), a sede da Federação das Associações de Bairros de Nova Iguaçu (MAB) recebeu a assembleia do Conselho de Representantes das Associações de Moradores (CR), com a presença da presidente do CR, Adriana Santana, do presidente do MAB, Winston das Neves, e da diretora Solange Brito, que atuou como secretária da reunião. Os temas abordados deixaram claro: a regularização é fundamental para que as entidades continuem a desempenhar seu papel essencial na defesa dos direitos dos moradores.
 
Um ponto crucial destacado por Solange Brito diz respeito às associações que permaneceram inativas por longo prazo. Para retomar suas atividades de forma legal, elas devem registrar em cartório a ata de nova eleição, acompanhada de um adendo que justifique o período de paralisia. A falta desse procedimento pode resultar em custos adicionais, já que o cartório exigirá o registro de todas as atas anteriores não arquivadas, um processo que pode se tornar burocrático e oneroso.
 
Além disso, mesmo sendo isentas de impostos, as associações têm a obrigação de apresentar declarações à Receita Federal. A omissão desse cumprimento acarreta multas de cerca de R$ 500,00 por período não declarado, um valor que pode pesar significativamente no orçamento das entidades comunitárias. A boa notícia é que a nova gestão pode buscar na Procuradoria Geral da Receita Federal um desconto de 80% sobre o valor das multas e condições de parcelamento, o que facilita a regularização sem comprometer a capacidade de atuação das associações.
 
O CR se configura como uma importante instância popular, oferecendo suporte às associações que enfrentam dificuldades em todo o município. A atual gestão do MAB, sob a presidência de Winston das Neves e com João Luiz como vice-presidente, aliada ao trabalho da presidente Adriana no CR, demonstra um compromisso com a valorização dessas entidades. Afinal, as associações de moradores são ponte entre a população e os órgãos públicos, atuando na melhoria da infraestrutura, na segurança e na qualidade de vida dos bairros.
 
É essencial que os líderes comunitários entendam que a regularização não é um obstáculo, mas sim uma forma de garantir a legitimidade e a continuidade do trabalho desenvolvido ao longo dos anos. Com o apoio oferecido pelo MAB e pelo CR, as associações têm condições de se ajustarem às normas e continuarem a lutar por um Nova Iguaçu mais justa e organizada.

Alcy Maihoní - Ex-diretor de Educação do MAB

Atrasos e superlotação: o preço do trabalho na Baixada Fluminense

São José, Vera Cruz e outras viações não atendem às necessidades dos usuários 

Por: Alcy Maihoní 

A inauguração da nova estação do BRT Metropolitano levantou esperanças de melhora na mobilidade da Baixada Fluminense, mas a realidade continua a pesar sobre os ombros dos trabalhadores. Diariamente, eles enfrentam ônibus lotados, atrasos frequentes e serviços precários que comprometem não só seu horário de trabalho, mas também sua qualidade de vida. 
Empresas como Auto Viação São José e Auto Viação Vera Cruz são alvo de denúncias constantes por veículos sucateados e sem climatização adequada, com tarifas que chegam a R$ 14,25. 
Todavia, a Viação Nossa Senhora da Glória também figura entre as prestadoras criticadas: apesar de circular em pequeno percurso dentro de Nova Iguaçu, cobra R$ 5,95. Um valor considerado alto para a extensão do trajeto, ampliando o ônus para a população local. O que mais gera indignação é a percepção de que a fiscalização é mais rigorosa com os pequenos trabalhadores do que com as grandes empresas responsáveis pelo serviço.
 
O problema do transporte público na região vai além de questões operacionais: trata-se de um assunto de respeito e dignidade para quem move o estado. A população clama por um compromisso político efetivo que vá além de inaugurações simbólicas. É urgente que haja uma reorganização completa do sistema, uma fiscalização mais eficaz sobre as empresas contratadas, incluindo aquelas que atuam em percursos mais curtos, como a Viação Nossa Senhora da Glória, para garantir que o valor da tarifa corresponda ao serviço oferecido; e a garantia de um transporte digno que valorize o esforço dos trabalhadores. Afinal, quem constrói o desenvolvimento da Baixada Fluminense e de cidades como Nova Iguaçu merece ser tratado com a devida consideração.

segunda-feira, 16 de março de 2026

BRT Pedro Fernandes chega a Irajá e conecta Baixada Fluminense ao Rio

Mesquita é primeira cidade contemplada, mas questão sobre Nova Iguaçu permanece

Por Alcy Maihoní *
Foto extraído do Facebook do prefeito Eduardo Paes - março, 2026

A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou o Terminal BRT Metropolitano Pedro Fernandes, na Zona Norte, que integra a Baixada Fluminense ao sistema BRT da cidade. A unidade, começou a operar a partir de hoje, segunda-feira (16/3), oferece serviços do BRT metropolitano, BRT Transbrasil e ônibus urbanos municipais, com capacidade para atender até 7,5 mil passageiros por dia. A nova infraestrutura proporciona mais rapidez e regularidade nos deslocamentos até a Avenida Brasil e o Centro, sendo Mesquita a primeira cidade da região a contar com ligação direta ao complexo.
 
Com mais de 63,4 mil metros quadrados e investimento de R$ 46,8 milhões, o terminal conta com estrutura moderna e eficiente. Para atender à demanda, a Prefeitura adquiriu 50 novos ônibus articulados. Além da infraestrutura física, a população ganha o Bilhete Único Integração Margaridas, que unifica tarifas entre linhas alimentadoras da Região Metropolitana, BRT Transbrasil e serviços municipais, com valor fixo de R$ 9,20.
 
No entanto, a inauguração levanta uma questão relevante para a região: por que Nova Iguaçu, uma das principais cidades da Baixada Fluminense, ainda não foi contemplada com ligação direta ao novo terminal? Enquanto algumas localidades já se beneficiam da integração ao sistema BRT expandido, espera-se que as autoridades definam cronograma para ampliar a cobertura e garantir que mais municípios tenham acesso às melhorias no transporte público.

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro do Conselho Municipal de Política Urbana e Gestão Territorial (COMPURB)

domingo, 15 de março de 2026

Mobilidade urbana em debate: Onde está a voz do COMPURB em Nova Iguaçu?

Órgãos-chave integram equipe, porém conselho de participação popular fica de fora

Por: Alcy Maihoní *
Foto:  Extraída do site da prefeitura de Nova Iguaçu, na ocasião da  6ª Conferência Municipal das Cidades, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SEMDUR). 06/07/2024.

A criação de um grupo de trabalho para elaborar o Plano de Mobilidade Urbana de Nova Iguaçu pelo prefeito Dudu Reina demonstra preocupação com um dos principais desafios da cidade. Composto por órgãos-chave como SEMTMU, SEMUG, SEMDUR e PGM, o grupo tem a responsabilidade de definir diretrizes que afetarão milhares de cidadãos, mas deixou de fora o Conselho Municipal de Política Urbana e Gestão Territorial (COMPURB).
 
O COMPURB é o espaço legítimo de participação da sociedade civil na gestão urbana, previsto na Lei nº 4.092/2011 e no Plano Diretor Participativo. Muitas propostas sobre mobilidade já surgiram de processos participativos anteriores, resultantes do trabalho voluntário de moradores que conhecem as necessidades reais da cidade.
 
A atualização do plano é indispensável para enfrentar os desafios de transporte em Nova Iguaçu, mas não pode ser feita de forma fechada. A participação do COMPURB garante o cumprimento da legislação, valoriza o esforço da sociedade e torna as soluções adequadas ao perfil da cidade.
Todavia, uma audiência pública seria oportuna para garantir que nenhuma voz relevante fique de fora do processo inicial.
Vereadores de Nova Iguaçu, vamos seguir por este caminho! 

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro do Conselho Municipal de Política Urbana e Gestão Territorial (COMPURB)