São José, Vera Cruz e outras viações não atendem às necessidades dos usuários
Por: Alcy Maihoní
A inauguração da nova estação do BRT Metropolitano levantou esperanças de melhora na mobilidade da Baixada Fluminense, mas a realidade continua a pesar sobre os ombros dos trabalhadores. Diariamente, eles enfrentam ônibus lotados, atrasos frequentes e serviços precários que comprometem não só seu horário de trabalho, mas também sua qualidade de vida.
Empresas como Auto Viação São José e Auto Viação Vera Cruz são alvo de denúncias constantes por veículos sucateados e sem climatização adequada, com tarifas que chegam a R$ 14,25.
Todavia, a Viação Nossa Senhora da Glória também figura entre as prestadoras criticadas: apesar de circular em pequeno percurso dentro de Nova Iguaçu, cobra R$ 5,95. Um valor considerado alto para a extensão do trajeto, ampliando o ônus para a população local. O que mais gera indignação é a percepção de que a fiscalização é mais rigorosa com os pequenos trabalhadores do que com as grandes empresas responsáveis pelo serviço.
O problema do transporte público na região vai além de questões operacionais: trata-se de um assunto de respeito e dignidade para quem move o estado. A população clama por um compromisso político efetivo que vá além de inaugurações simbólicas. É urgente que haja uma reorganização completa do sistema, uma fiscalização mais eficaz sobre as empresas contratadas, incluindo aquelas que atuam em percursos mais curtos, como a Viação Nossa Senhora da Glória, para garantir que o valor da tarifa corresponda ao serviço oferecido; e a garantia de um transporte digno que valorize o esforço dos trabalhadores. Afinal, quem constrói o desenvolvimento da Baixada Fluminense e de cidades como Nova Iguaçu merece ser tratado com a devida consideração.
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