terça-feira, 17 de março de 2026

Atrasos e superlotação: o preço do trabalho na Baixada Fluminense

São José, Vera Cruz e outras viações não atendem às necessidades dos usuários 

Por: Alcy Maihoní 

A inauguração da nova estação do BRT Metropolitano levantou esperanças de melhora na mobilidade da Baixada Fluminense, mas a realidade continua a pesar sobre os ombros dos trabalhadores. Diariamente, eles enfrentam ônibus lotados, atrasos frequentes e serviços precários que comprometem não só seu horário de trabalho, mas também sua qualidade de vida. 
Empresas como Auto Viação São José e Auto Viação Vera Cruz são alvo de denúncias constantes por veículos sucateados e sem climatização adequada, com tarifas que chegam a R$ 14,25. 
Todavia, a Viação Nossa Senhora da Glória também figura entre as prestadoras criticadas: apesar de circular em pequeno percurso dentro de Nova Iguaçu, cobra R$ 5,95. Um valor considerado alto para a extensão do trajeto, ampliando o ônus para a população local. O que mais gera indignação é a percepção de que a fiscalização é mais rigorosa com os pequenos trabalhadores do que com as grandes empresas responsáveis pelo serviço.
 
O problema do transporte público na região vai além de questões operacionais: trata-se de um assunto de respeito e dignidade para quem move o estado. A população clama por um compromisso político efetivo que vá além de inaugurações simbólicas. É urgente que haja uma reorganização completa do sistema, uma fiscalização mais eficaz sobre as empresas contratadas, incluindo aquelas que atuam em percursos mais curtos, como a Viação Nossa Senhora da Glória, para garantir que o valor da tarifa corresponda ao serviço oferecido; e a garantia de um transporte digno que valorize o esforço dos trabalhadores. Afinal, quem constrói o desenvolvimento da Baixada Fluminense e de cidades como Nova Iguaçu merece ser tratado com a devida consideração.

segunda-feira, 16 de março de 2026

BRT Pedro Fernandes chega a Irajá e conecta Baixada Fluminense ao Rio

Mesquita é primeira cidade contemplada, mas questão sobre Nova Iguaçu permanece

Por Alcy Maihoní *
Foto extraído do Facebook do prefeito Eduardo Paes - março, 2026

A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou o Terminal BRT Metropolitano Pedro Fernandes, na Zona Norte, que integra a Baixada Fluminense ao sistema BRT da cidade. A unidade, começou a operar a partir de hoje, segunda-feira (16/3), oferece serviços do BRT metropolitano, BRT Transbrasil e ônibus urbanos municipais, com capacidade para atender até 7,5 mil passageiros por dia. A nova infraestrutura proporciona mais rapidez e regularidade nos deslocamentos até a Avenida Brasil e o Centro, sendo Mesquita a primeira cidade da região a contar com ligação direta ao complexo.
 
Com mais de 63,4 mil metros quadrados e investimento de R$ 46,8 milhões, o terminal conta com estrutura moderna e eficiente. Para atender à demanda, a Prefeitura adquiriu 50 novos ônibus articulados. Além da infraestrutura física, a população ganha o Bilhete Único Integração Margaridas, que unifica tarifas entre linhas alimentadoras da Região Metropolitana, BRT Transbrasil e serviços municipais, com valor fixo de R$ 9,20.
 
No entanto, a inauguração levanta uma questão relevante para a região: por que Nova Iguaçu, uma das principais cidades da Baixada Fluminense, ainda não foi contemplada com ligação direta ao novo terminal? Enquanto algumas localidades já se beneficiam da integração ao sistema BRT expandido, espera-se que as autoridades definam cronograma para ampliar a cobertura e garantir que mais municípios tenham acesso às melhorias no transporte público.

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro do Conselho Municipal de Política Urbana e Gestão Territorial (COMPURB)

domingo, 15 de março de 2026

Mobilidade urbana em debate: Onde está a voz do COMPURB em Nova Iguaçu?

Órgãos-chave integram equipe, porém conselho de participação popular fica de fora

Por: Alcy Maihoní *
Foto:  Extraída do site da prefeitura de Nova Iguaçu, na ocasião da  6ª Conferência Municipal das Cidades, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SEMDUR). 06/07/2024.

A criação de um grupo de trabalho para elaborar o Plano de Mobilidade Urbana de Nova Iguaçu pelo prefeito Dudu Reina demonstra preocupação com um dos principais desafios da cidade. Composto por órgãos-chave como SEMTMU, SEMUG, SEMDUR e PGM, o grupo tem a responsabilidade de definir diretrizes que afetarão milhares de cidadãos, mas deixou de fora o Conselho Municipal de Política Urbana e Gestão Territorial (COMPURB).
 
O COMPURB é o espaço legítimo de participação da sociedade civil na gestão urbana, previsto na Lei nº 4.092/2011 e no Plano Diretor Participativo. Muitas propostas sobre mobilidade já surgiram de processos participativos anteriores, resultantes do trabalho voluntário de moradores que conhecem as necessidades reais da cidade.
 
A atualização do plano é indispensável para enfrentar os desafios de transporte em Nova Iguaçu, mas não pode ser feita de forma fechada. A participação do COMPURB garante o cumprimento da legislação, valoriza o esforço da sociedade e torna as soluções adequadas ao perfil da cidade.
Todavia, uma audiência pública seria oportuna para garantir que nenhuma voz relevante fique de fora do processo inicial.
Vereadores de Nova Iguaçu, vamos seguir por este caminho! 

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro do Conselho Municipal de Política Urbana e Gestão Territorial (COMPURB)

Segurança Pública em Nova Iguaçu o fundo está criado. Porém, governança gera preocupação

Lei n° 13.675/2018 preconiza ligação entre fundos e conselhos: medida não seguida pela prefeitura

Por Alcy Maihoní *
Foto extraído do site da prefeitura de Nova Iguaçu, na ocasião da formatura da terceira turma da Guarda Municipal - 15/05/2025

Na sexta-feira última (13), o Diário Oficial de Nova Iguaçu deu publicidade ao decreto que cria o Fundo Municipal de Segurança Pública (FUNSEP), vinculado à Secretaria Municipal de Ordem Pública e com o atual Secretário Ten Cel Fernando Vieira Bastos como ordenador de despesas. A criação do fundo é, em si mesma, uma medida positiva que pode fortalecer a segurança pública local, entretanto , seu desenho legal deixa grandes dúvidas sobre a governança e o respeito a normas já estabelecidas.
 
O ponto mais preocupante é a ausência de qualquer menção ao Conselho Municipal de Segurança (CONSEG-NI) ou do Conselho Comunitário de Segurança (CCS-NI) no texto de 25 artigos do decreto assinado pelo prefeito Dudu Reina. Por todo o Brasil, é comum a relação entre fundos municipais de segurança e os conselhos correspondentes, que atuam como espaços de participação e deliberação coletiva. No caso de Nova Iguaçu, os conselheiros do CONSEG-NI há tempos defendiam e reivindicavam em suas reuniões a criação do FUNDO MUNICIPAL DE SEGURANÇA PÚBLICA, o que torna sua exclusão ainda mais incompreensível.
 
Recorte da carta aberta ao presidente da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, propondo a criação do fundo. Assinada pelo CCS-NI e CONSEG-NI em 14/06/2019.

O cenário ideal seria que o CONSEG-NI cuja atribuições e competências a nível municipal, fosse o gestor do fundo, com poderes deliberativos para elaborar e fiscalizar o plano de aplicação dos recursos. Essa estrutura garantiria transparência, participação da sociedade civil e alinhamento com as demandas reais da população.
 
Dentro da estrutura do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), os conselhos atuam como instâncias fundamentais de governança, fiscalização e participação social. A Lei nº 13.675/2018 define os Conselhos de Segurança Pública e Defesa Social como "integrantes estratégicos" do sistema. Além disso, a omissão vai contra essa mesma lei federal, que institui o SUSP e incentiva explicitamente a correlação entre fundos e conselhos municipais de segurança. Desrespeitar uma norma federal nesse âmbito pode comprometer não apenas a validade do fundo, mas também a possibilidade de obtenção de recursos complementares vindos de outras esferas de governo.
 
A criação do FUNSEP é uma oportunidade para Nova Iguaçu avançar na segurança pública, mas para que isso aconteça, é imprescindível que o Poder Executivo reverta a situação, incluindo o CONSEG-NI no processo de gestão e alinhando o decreto à legislação federal. A segurança pública é um dever de todos e não pode ser tratada como um assunto restrito a órgãos administrativos.

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro do CONSEG-NI e CCS-NI


sexta-feira, 13 de março de 2026

R$ 1 bilhão em investimentos: Projeto Iguaçu volta à pauta com obras para segundo semestre de 2026

Ministério Público acompanha cronograma e cobra integração entre municípios da bacia dos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí 

Por Alcy Maihoní *

Mais de duas décadas após sua concepção, o Projeto Iguaçu, que promete trazer alívio às enchentes crônicas da Baixada Fluminense, ganha novo fôlego. Mas, com início das obras previsto apenas para o fim de 2026. Para milhões de moradores das cidades atingidas, como Duque de Caxias,  São João de Meriti e Nova Iguaçu, a notícia é um misto de esperança e frustração: a solução tão necessária continua a estar distante.
 
A situação não pode ser ignorada: desde os anos 2000, o projeto já absorveu mais de R$ 1,2 bilhão em recursos federais, mas paralisações e falta de manutenção deixaram parte das obras incompletas, sem que a população visse resultados concretos. As inundações continuam devastando lares e prejudicando a economia local a cada período chuvoso, evidenciando a urgência de ações eficazes.
 
A nova fase, com investimentos previstos de R$ 688 milhões e custo total estimado em R$ 1 bilhão, representa uma oportunidade de corrigir os erros do passado. A aprovação pelo Instituto Estadual do Ambiente e a previsão de publicação do edital de licitação em breve são sinais positivos, assim como o acompanhamento do Ministério Público, que deve garantir a integração entre os municípios da bacia. Um ponto crucial para o sucesso do plano.
 
Além do controle das enchentes, o projeto inclui medidas de recuperação ambiental das bacias dos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí, bem como reassentamento de famílias em áreas de risco. Essa abordagem integrada é fundamental, pois resolve não só o problema imediato das inundações, mas também previne futuros danos e melhora a qualidade de vida da população.
 
No entanto, é preciso que esse novo ciclo não repita os equívocos anteriores. Transparência na gestão dos recursos, cronogramas realistas e monitoramento constante serão essenciais para que o Projeto Iguaçu não se torne mais uma promessa não cumprida. A Baixada Fluminense já esperou demais. Agora, é hora de transformar planos em ações que realmente beneficiem quem mais precisa.
Oportuno destacar neste artigo que no caso de Nova Iguaçu as intervenções nesta nova fase, deve por bem chegar com inclusão de obras de contenção de encostas. Lideranças locais não podem comer moscas com relação a esta demanda reprimida.

*Alcy Maihoní - Ex-membro da comissao executiva de fiscalização e controle social do Projeto Iguaçu /Botas Nova Iguaçu

Referência:
Diário do Rio. Obras de projeto contra enchentes na Baixada Fluminense só devem começar no fim do ano. 2026. Disponível em  https://diariodorio.com/obras-de-projeto-contra-enchentes-na-baixada-fluminense-so-devem-comecar-no-fim-do-ano/ Acesso em 13 mar. 2026

quinta-feira, 12 de março de 2026

Carro fumacê é passado: Nova Iguaçu precisa adotar o método Wolbachia

Regulamentações melhoraram produtos, mas baixa eficiência e custos justificam mudança de rumo

Por Alcy Maihoní 
Foto: extraído do site da prefeitura de Nova Iguaçu 

Em 2015, as ruas de Nova Iguaçu ecoavam com reivindicações populares por carros fumacê, na esteira de surtos de dengue provocados pelo Aedes aegypti. Onze anos depois, a cena se repete. Todavia, com uma diferença gritante: os veículos não aparecem mais e os casos crescem assustadoramente no Hospital da Posse, nas UPAs e Clínicas da Família em meio às fortes chuvas de verão. Se antes o problema era a falta de ação, hoje a questão é mais complexa: o fumacê, na verdade, já não é a solução única que nossa cidade precisa.

É importante relembrar que as formulações utilizadas pelos carros fumacê mudaram muito desde os anos 70, quando substâncias altamente tóxicas eram comuns. Hoje, as regulamentações internacionais garantem produtos com menor impacto ambiental e à saúde. Mas mesmo com essas melhorias, diversos fatores justificam o abandono da prática por parte de algumas prefeituras: baixa eficiência no combate ao mosquito, riscos residuais à saúde humana, danos ao meio ambiente e alto custo de operação. Em Nova Iguaçu, a impressão que dá que o equipamento virou sucata, pois não é mais visto rodando a cidade e isso pode ser até uma oportunidade, não um problema. Vou explicar:
 
Crédito: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Enquanto aqui a população ainda cobram da prefeitura sobre o retorno de uma medida um tanto ultrapassada, cidades da capital como Niterói já avançaram para soluções inovadoras. A capital fluminense implementou o Programa Wolbachia em parceria com o Mosquito Mundial e a Fiocruz, e os resultados são promissores. 
O método é simples: mosquitos Aedes aegypti são criados em laboratório com a bactéria Wolbachia e soltos na natureza. Quando acasalam com insetos selvagens, os ovos de cruzamentos entre machos infectados e fêmeas normais não se desenvolvem, e as fêmeas infectadas transmitem a bactéria para seus filhotes. Com o tempo, a maioria dos mosquitos da área carrega Wolbachia e, o mais importante, deixa de transmitir dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Entretanto, o que fazer com a frota de veículos fumacê?

A sugestão é apoiar ações relacionadas ao método Wolbachia, embora sua função não seja a mesma da fumigação tradicional.

Veículos fumacê podem ser adaptados para:

▫️Transporte e distribuição dos mosquitos infectados até pontos estratégicos de liberação, especialmente em áreas rurais ou de difícil acesso.
▫️Apoio logístico nas operações de monitoramento e avaliação do método, carregando equipamentos de coleta e análise de mosquitos.
▫️Divulgação com adequações visuais e acústicas, os veículos podem também orientar a população sobre o programa Wolbachia durante as ações de liberação.

É importante salientar que a fumigação química e o método Wolbachia são estratégias complementares, não substitutivas, no combate ao vetor.

A luta contra o Aedes aegypti evoluiu, e nossas reivindicações devem acompanhar esse avanço. 

Recomendável as lideranças comunitárias e populares deixarem de cobrar pelo retorno do carro fumacê e pressionar a prefeitura e os vereadores para a adoção imediata do método Wolbachia em Nova Iguaçu.

A cidade precisa de ações modernas e eficazes, não de práticas que já tiveram seu tempo. 

O Coletivo Popular é o Alvo

RJ - 113: Comunidades sem esperança de melhorias na via que virou atoleiro

Moradores reclamam de Cedae, Águas do Rio e DER, mas não há mobilizações ou medidas públicas recentes

Por Alcy Maihoní *

RJ - 113 / Fotos extraídas do grupo:
Moradores do Rio D'ouro e adjacências
 

A Rodovia RJ-113, que liga Vila de Cava a Jaceruba em Nova Iguaçu, não passa hoje de um verdadeiro calvário para quem a utiliza diariamente. Moradores dos bairros de Nova Brasília, Jardim Cachoeira, Santo Antônio e outros ao longo dos seus 24 km, pelas redes sociais demonstram revolta e indignações. Desde o início do ano, o trecho encontra-se em péssimas condições, transformado em um atoleiro que põe em risco motoristas e pedestres. O pior de tudo é que, segundo a população, o problema teve origem no serviço mal executado da Cedae, com a Águas do Rio e o DER também sendo apontados como responsáveis pela falta de soluções.
 
Esta rodovia RJ-113 representa um exemplo claro de como a má gestão e a falta de responsabilidade por parte de órgãos públicos e empresas prestadoras de serviço podem impactar diretamente a qualidade de vida da população. Cada buraco, cada trecho enlameado, não é apenas um obstáculo para o trânsito: é um sinal de que os direitos dos cidadãos que dependem dessa rodovia para ir trabalhar, levar as crianças à escola ou buscar atendimento médico estão sendo negligenciados.
 
Mas a indignação da população não se resume apenas aos órgãos técnicos envolvidos. A pergunta que ecoa por todos os bairros é a mesma: cadê o governador, o prefeito, deputados e vereadores eleitos pelos votos dessa população? Se uma demanda tão básica, a conservação de uma rodovia essencial para a região, não consegue ser resolvida com celeridade, como esperar que questões mais complexas, como saúde, transporte, educação e segurança, recebam a atenção que merecem?
 
Os eleitos têm a obrigação de ouvir e representar a população que lhes deu o mandato. A RJ-113 não pode continuar sendo um atoleiro que simboliza a desconexão entre poder público e as necessidades reais dos cidadãos. A solução existe e está na hora das autoridades assumam a responsabilidade, promovam uma investigação sobre os erros cometidos, realizem os reparos necessários e implementem medidas para garantir que esse tipo de problema não volte a ocorrer.
 
APURAÇÃO: 

Não há informações atuais sobre associações de moradores ou de outros movimentos comunitários com iniciativas coletivas para melhorar a Rodovia RJ-113.

Nenhuma iniciativa das autoridades locais ou estaduais foi anunciada até o momento para resolver os problemas da Rodovia RJ-113. Infelizmente! 

Segurem esta marimba, pois este ano é de eleições!

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro do Conselho Municipal de Política Urbana e Gestão Territorial de Nova Iguaçu - COMPURB.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Ônibus mal conservados e atrasos: Moradores de Tinguá em Nova Iguaçu cobram soluções

Reunião entre órgão e empresa ocorreu após manifestações contra atrasos de até uma hora

Foto: Pablo Carmo - Reprodução/GN

Por Alcy Maihoní * 

A reunião realizada no último dia 5 entre o Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detro-RJ) e a Auto Viação Vera Cruz veio como uma resposta direta aos protestos de moradores de Tinguá em Nova Iguaçu, que há tempos enfrentam problemas crônicos no serviço de transporte público: ônibus mal conservados e atrasos que chegam a uma hora. Se a promessa da empresa de revisar os veículos e manter os horários é um passo positivo, é fundamental que essas garantias não fiquem apenas no papel.

Os problemas apontados, tais como frota velha e baixa velocidade dos veículos é uma aberração administrativa e operacional que não chega a ser novidade para quem depende do transporte coletivo na região. Veículos desgastados representam não apenas desconforto para os passageiros, mas também altos riscos à segurança, além de contribuírem para a ineficiência do serviço. Atrasos prolongados é outra anomalia que interferem diretamente na rotina das pessoas: trabalhadores correm o risco de perderem seus empregos, estudantes chegam atrasados às aulas e famílias veem suas atividades diárias prejudicadas. Cadê o prefeito e vereadores que não enxergam este tipo de problemas?

Entretanto, a atuação do Detro-RJ na mediação é importante, e destaco novamente que não pode parar na convocação e no registro de compromissos. É necessário estabelecer um monitoramento constante da frota e dos horários, com penalidades claras caso a empresa não cumpra o acordado. Outrossim, é preciso pensar em medidas estruturais a longo prazo, como investimentos em renovação de frotas e melhorias na infraestrutura viária da região, que também impacta a velocidade e a pontualidade dos serviços. Não vou por hora, comentar aqui sobre o absurdo do alto preço das passagens dos ônibus municipais e intermunicipais que fazem suas rotas em Nova Iguaçu, uma vez que cabe um artigo especial a parte. Pois é outro drama que os iguaçuanos padecem.

Enfim, moradores não pedem milagres: eles querem apenas um serviço de qualidade, que respeite seu tempo e garanta sua segurança. Agora, cabe à Auto Viação Vera Cruz demonstrar que está comprometida com a população e ao Detro-RJ garantir que as promessas sejam cumpridas. O transporte público é um direito básico, e não pode continuar sendo tratado como um problema secundário.

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro do Conselho Municipal de Política Urbana e Gestão Territorial de Nova Iguaçu - COMPURB.

terça-feira, 10 de março de 2026

Lugar projetado para aeronaves virou "cemitério" de ambulâncias em Nova Iguaçu

Descaso com equipamentos hospitalares no aeródromo de Nova Iguaçu gera indignação

Por Alcy Maihoní 
Prints extraído  do vídeo no Instagram da jornalista Iza Dutra


No início desta semana, denúncias que já viralizaram nas redes sociais chegaram aos conhecimentos de políticos e jornalistas de Nova Iguaçu, apontando um enorme descaso e abandono de equipamentos hospitalares na área da pista de pouso do aeródromo, específicamente nos fundos do Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz. O cenário é preocupante: o local, projetado para receber aeronaves comerciais, hoje abriga diversas ambulâncias de UTI móvel, uma carreta equipada para tomografia e outros equipamentos essenciais à saúde da população.
 
Essa anomalia administrativa levanta uma pergunta crucial que paira no ar para todos os gestores envolvidos: cadê o governador, o prefeito, deputados, vereadores e conselheiros municipais de saúde para dar explicações à população iguaçuana?
 
Equipamentos hospitalares de alta complexidade são recursos públicos valiosos, adquiridos com dinheiro dos contribuintes para atender às necessidades de saúde da comunidade. Quando são deixados abandonados em um local não preparado para sua guarda, há riscos de danos irreparáveis, além da perda de oportunidades de tratamento para pacientes que poderiam se beneficiar deles. A situação não só representa um desperdício de investimentos públicos, mas também revela uma falha cruel, na gestão e na fiscalização dos recursos destinados à saúde.
 
As denúncias já caminham rumo ao Ministério Público, que deverá realizar a devida apuração e tomar as ações cabíveis. Contudo, a população não pode esperar apenas pela intervenção do órgão de controle: é direito do povo iguaçuano receber explicações claras sobre como chegou a essa situação, quem é responsável e quais medidas serão tomadas para garantir que esses equipamentos sejam colocados a serviço da saúde, onde realmente são necessários.

Segue abaixo o vídeo da jornalista Iza Dutra:


domingo, 8 de março de 2026

Gol investe no Galeão, mas Nova Iguaçu desperdiça seu potencial aéreo

Enquanto Gol prepara expansão internacional, patrimônio de Nova Iguaçu corre risco de ser transformado em parque

Por Alcy Maihoní *
A
notícia de que a Gol Linhas Aéreas escolherá o Galeão como seu novo hub internacional, com voos para Nova York a partir de julho de 2026 e ampliação da frota, é sem dúvida um impulso importante para o Rio de Janeiro como destino global. No evento de apresentação realizado no dia 06/03, tendo as presenças do prefeito Eduardo Paes e do  presidente da República Lula da Silva, a iniciativa promete aumentar o fluxo de turistas estrangeiros e fortalecer a posição da cidade no cenário aeroviário internacional. É um passo que demonstra confiança no mercado carioca e pode na certa, gerar empregos e movimentar a economia local.
 

Mas, enquanto o olhar da empresa e dos governantes se volta para os céus internacionais do Galeão, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um patrimônio estratégico está esquecido e ameaçado. O aeroporto conhecido como Aeroclube de Nova Iguaçu, com pista de asfalto de 1260 metros por 30 de largura, permanece fechado para voos comerciais há décadas. Está em estado de degradação, necessitando de reformas estruturais urgentes para poder operar novamente. Até a cabeceira da pista foi perdida para alocar um hospital modular.
 
A localização do empreendimento é de valor inestimável: próximo à rodovia Presidente Dutra e ao Porto de Itaguaí, ele poderia se transformar em um hub logístico essencial para a região, beneficiando não só Nova Iguaçu, mas todos os municípios da Baixada Fluminense. Isso abriria novas oportunidades para o comércio, a indústria e o turismo local, gerando desenvolvimento econômico em uma área que precisa urgentemente de investimentos.
 
O que mais preocupa, no entanto, não é apenas o abandono. Há rumores de que políticos locais vislumbram, não a revitalização do aeroporto, mas sua total destruição e transformação em um parque. Se essa estapafúrdia intenção se concretizar, estaremos perdendo não só uma infraestrutura aérea, mas uma chance única de impulsionar o crescimento da nossa região.
 
É preciso que instituições, empresariado e sociedade civil se unam para reivindicar a reforma e reabertura do aeroporto de Nova Iguaçu. Não podemos permitir que um ativo tão valioso seja reduzido a um espaço de lazer quando sua função estratégica pode mudar o destino da Baixada Fluminense. 
Enquanto o Galeão vai para o mundo, Nova Iguaçu não pode ficar parada no chão, vendo o mato crescer. 

Aos leitores (as) vamos acompanhar a discussão sobre o futuro do Aeroporto de Nova Iguaçu. E conhecer de perto alguma iniciativa local que busca reivindicar sua revitalização. 

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro de Política Urbana e de gestão territorial (COMPURB)

Cobranças indevidas: premiação ameaça os direitos dos contribuintes

Desacertos da administração Rogério Lisboa não podem penalizar o contribuinte 
Fotos:  Nova Iguaçu informa (mar/2026).

Crédito: Nova Iguaçu informa 

COMENTÁR DO MAIHONÍ: Se verificada de fato tal conduta conforme apresenta o Nova Iguaçu Informa em sua página Facebook (texto acima), que ocorreu na gestão do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, (hoje pré-candidato a vice-governador do Rio de Janeiro) caracteriza gravíssima desonestidade sem dúvidas. É imprescindível que o Ministério Público apurem, investiguem e sendo o caso aplique as penalidades previstas em lei (Proteção pelo código de defesa do consumidor - CDC).
 Ademais, devem haver instrumentos eficazes para que os cidadãos atingidos possam impugnar as ações e recuperar seus valores, harmonizando a gestão tributária com os preceitos de equidade e facilidade estabelecidos pela reforma tributária nacional. Segurem esta rabiola... não é mole, não!

Nota: Nosso Blog disponibiliza espaço para manifestação da Prefeitura e ao ex-prefeito, para que o poder público apresentem posicionamentos oficiais e se manifestem em sua defesa sobre assuntos relacionados à gestão.
A medida busca assegurar pluralidade informativa, garantindo que a administração exponha sua perspectiva e contribua para um debate democrático junto à comunidade leitora.

Acorda Nova Iguaçu: manifestação direitista coloca a nação em debate

A afirmação de direita verdadeira gera discussão sobre identidade e princípios do campo político 

Por Alcy Maihoní *
Fotomontagem: extraído do Instagram do
deputado federal Carlos Jordy - mar/2026
Quando ruas de Nova Iguaçu (RJ) receberam, ontem, sábado (7), a caminhada organizada por lideranças locais e que alguns parlamentares de mandato se autodenominam da "verdadeira direita", o que se viu na minha opinião, não foi apenas um desabafo contra figuras como Morais, Toffoli e o presidente Lula — mas um retrato de uma sociedade dividida e de um campo político que luta para definir seus próprios limites.

Com gritos de "Fora Morais! Fora Toffoli! Fora Lula!" ecoou pelo paço municipal, calçadão e praça Rui Barbosa no centro do município. Os participantes levantaram ainda o lema "Liberdade e Justiça" e o chamado geral "Acorda, Brasil!". A presença de deputado federal, estadual e um vereador do local reforçou a dimensão política do ato, mas também levantou uma pergunta que não pode ser ignorada: afinal, existe uma "falsa direita", uma vez que dizem ser de verdadeira direita ou essa distinção é mais um artifício para demarcar espaços de poder do que uma verdadeira divergência ideológica? Outrossim, não vou aqui entrar na discussão sobre o que a oposição há tempos deprecia apontando este movimento de extrema direita.

Entretanto, o espectro de direita no Brasil é amplo e multifacetado — desde conservadores que defendem valores tradicionais até liberais focados em questões econômicas. No entanto, quando se discursa na tribuna ou em palanque em "verdadeira direita", fica difícil mapear quais são os princípios que norteiam essa afirmação. Quais são as bandeiras reais dos que foram às ruas ontem em Nova Iguaçu? Seus discursos se concentram apenas na oposição a nomes conhecidos, ou há uma proposta concreta para o país e para o município?

É inegável que a mobilização reflete um sentimento de insatisfação que percorre parte da população brasileira — um sintoma de uma crise de confiança nas instituições que precisa ser encarada com seriedade. A democracia só floresce quando todas as vozes são ouvidas, e ignorar esse descontentamento seria um erro grave. Mas o desafio vai além do diálogo: é preciso que cada grupo político de direita, assuma clareza sobre suas propostas e valores.

Será que essa caminhada o pontapé para um debate amplo e construtivo sobre o papel do campo direitista no país, ou se reduzirá a mais um grito isolado em meio à polarização? A resposta dependerá não só da disposição das lideranças em esclarecer seus ideais, mas também da capacidade da sociedade de buscar pontos de encontro que fortaleçam, e não enfraqueçam, os laços democráticos.

*Alcy Maihoní - Movimento Direita Nova Iguaçu 

sábado, 7 de março de 2026

A nova cúpula latina sem a presença do Brasil

COMENTÁRIO DO MAIHONÍ: Enquanto a América Latina se une e avança com acordos estratégicos, o Brasil fica parado, assistindo de fora. A chance de ser protagonista foi jogada fora por um governo que escolhe apoiar ditaduras, bandidos e terroristas. Resultado: o Brasil vira um zero à esquerda.

Celular de Daniel Vorcaro expõem a face mais obscura do poder em Brasília

COMENTÁRIO DO MAIHONÍ: O comentário do renomado jornalista William Waack, que é um dos raros profissionais do jornalismo em que me espelho, foi cirúrgico. As mensagens no celular de Daniel Vorcaro expõem a face mais obscura do poder em Brasília, revelando um emaranhado de interesses e influências que vai muito além de um caso isolado. É o retrato cru de um sistema que mistura dinheiro, poder e instituições de forma nada transparente. Estamos diante de um dos maiores escândalos da história do país, e isso é só o começo.

Duração vídeo: 00:01:54

sexta-feira, 6 de março de 2026

Projeto de Lei abre porta para professores e servidores comerem na escola

Comida na escola é um direito que vai além dos alunos.

Por Alcy Maihoní *

Projeto de Lei 1636/2025 permite que professores, administrativos e servidores de escolas públicas, incluindo porteiros, tenham acesso à merenda escolar, atualmente restrita aos estudantes pela Lei nº 11.947/2009.

É o reconhecimento da dificuldade deles em se alimentar durante a jornada de trabalho.
É incrível como algo tão simples pode fazer uma diferença gigante na vida das pessoas! 

Quem trabalha na educação merece ter acesso à mesma comida saudável e nutritiva que é oferecida aos alunos. É questão de respeito e dignidade.

A rotina de um professor é intensa, e o tempo é curto. Muitas vezes, eles não têm tempo para almoçar ou sequer sentar para comer. Enquanto os alunos estão se alimentando, os professores estão dando aula ou se preparando para a próxima turma. É um cenário injusto e que precisa mudar. Inclusive numa ocasião fiscalizando as escolas, estando conselheiro de educação abordei sobre esta questão. 

A escola é uma comunidade, e todos que fazem parte dela merecem ser tratados com respeito e cuidado. Não é só sobre merenda; é sobre reconhecer o valor das pessoas que trabalham duro para manter a escola funcionando. É um gesto simples, mas que pode fazer uma grande diferença na vida de quem está lá todos os dias.

*Alcy Maihoní - Ex-conselheiro de Alimentação Escolar (CAE-NI).

Caso INSS: A amiga do Lulinha


COMENTÁRIO DO MAIHONÍ: É incrível como as coisas estão se desenrolando! Aparentemente, esta amiga de Lulinha (filho do presidente da República), Roberta Luchsinger, está numa sinuca de bico, com as costas na parede e não está disposta a levar a culpa sozinha. Ela mandou um recado ameaçador para emissários de Lula, dizendo que "não vai cair sozinha". Parece que a pressão está aumentando e os próximos capítulos da novela "INSS, cadê o dinheiro dos aposentados e pensionistas" tendem a ficar mais cabuloso. O que será que isso significa para o governo? Justamente em ano de eleições. 

Controlar as redes é o propósito

Pessoal sabem que tudo o que está sendo divulgado a partir do celular do Vorcaro estava sob sigilo com o Toffoli. Ele até queria uma equipe própria para investigar. Se a imprensa e as redes sociais não tivessem divulgado, provavelmente tudo isso seria abafado. É por isso que querem controlar as redes. 

Vorcaro e Moraes: unha e carne


Vorcaro já estava ciente de que seria detido. Na manhã do dia em que ocorreu, ele enviou uma mensagem para Moraes questionando: conseguiu bloquear? A resposta foi entregue de forma confidencial e não será divulgada. É evidente que essa conexão próxima e de conluio não deveria existir.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Donald Trump convoca 12 nações

"Neste fim de semana, tenho o prazer de anunciar: o presidente dará as boas-vindas aos chefes de Estado de doze nações. Em todo o nosso hemisfério ocidental, em Miami, Florida, no sábado. 
O objetivo desta nova cúpula da América Latina é promover a liberdade, segurança e prosperidade em nossa região. 
Os seguintes países estarão presentes: Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá, Paraguai, Trinidad e Tobago; e talvez alguns outros países.
O presidente falará com os líderes deste país que realmente formaram uma coalizão histórica para trabalharmos juntos para lidar com o narcotráfico criminoso, gangues e cartéis terroristas e combater a migração ilegal e em massa."

▫️Karoline Leavitt - Assistente do presidente, secretária de imprensa da Casa Branca.
COMENTÁRIO DO MAIHONÍ: Por que será que o Brasil foi barrado? Pergunta que não quer calar...

quarta-feira, 4 de março de 2026

Lei 15.325: Uma bomba armada contra ao jornalismo e à democracia

A Lei n° 15.325/2026, que regulamenta a profissão de multimídia

Por Alcy Maihoní 
Foto: divulgação FENAJ 

Proposta legislativa pode comprometer garantias trabalhistas e qualidade da informação essencial para a sociedade

Sobre este assunto corroboro com a opinião da FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas, assino embaixo e torço para essa Lei 15.325 seja revogada, ela representa um passo atrás para a categoria jornalística e para toda a sociedade brasileira, pois pode levar à precarização do trabalho, à redução de direitos e à fragilização da informação que alimenta nossa democracia.
 
A lei, tal como está e que foi sancionada pelo presidente da República, não fortalece o jornalismo brasileiro. Pelo contrário, coloca em risco a qualidade do serviço que a categoria presta à nação. É necessário que representantes políticos, sociedade civil e a própria categoria se unam para buscar alternativas que protejam tanto os jornalistas quanto o direito de todos à informação de qualidade.

O ARTIGO PROBLEMÁTICO:

O Artigo 3º, inciso II, da referida Lei é considerado conflituoso porque autoriza profissionais de multimídia a realizar atividades como coleta, pesquisa e interpretação de fontes, o que pode ser interpretado de forma ampla. Isso pode permitir que influenciadores digitais produzam conteúdo sobre temas sensíveis sem qualificação técnica, gerando conflitos com profissões regulamentadas como jornalistas. A falta de clareza nos limites da atuação do profissional de multimídia pode levar a insegurança jurídica e disputas legais. 

APURAÇÃO:
 
Verificado que a Lei nº 15.325/2026, que regulamenta a profissão de multimídia, é de autoria da deputada federal Simone Marquetto (MDB-SP). Ela foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 2026.  
Fonte: Senado

domingo, 1 de março de 2026

Fim de uma era de terror: ditador do Irã morreu, e a região respira

Início da extinção do regime dos iatolás

Crédito da foto: BRICS News

Iranianos e israelenses se reuniram em Londres para celebrar a morte do aiatolá Ali Khamenei, o ditador do Irã, líder supremo do país. Imagens sendo compartilhado aos 4 cantos do planeta mostra uma multidão diversa, unida em um sentimento de alívio e esperança. Para os iranianos que se opõem ao regime, a morte de Khamenei é um momento de esperança para uma mudança política e social no país.

A morte de Khamenei é vista como uma oportunidade para reavaliar as relações com o Irã. Líderes mundiais expressaram condolências e chamaram para a calma e a estabilidade na região. Enquanto isso, Trump não está de brincadeira e alerta para possíveis consequências. A cena em Londres mostra que, para muitos, a morte de Khamenei é um momento de esperança para um futuro mais pacífico e próspero no Oriente Médio. 

No Irã: mulheres iranianas celebram e tirando seus hijabs, dançando em espaços públicos após ataques atribuídos aos Estados Unidos contra o Irã.