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| Imagem: Reprodução/Redes Sociais |
Ao olhar para essa lista de empresas: Marabraz, Tok Stok, Casas Bahia, Pão de Açúcar, Brinquedos Estrela, Polishop, Bombril, Casa do Pão de Queijo, OncoClínicas, Coteminas, Agrogalaxy, Grupo Petrópolis, Habib’s, Braskem e Raízen, entre outras seria leviandade atribuir tudo ao atual governo comunista, como se a economia tivesse um interruptor de liga/desliga. Juros altos, tributação sugada e endividamento das famílias são fatores reais, outrossim também seria ingênuo ignorar que muitas dessas empresas já carregavam problemas de gestão e dívidas estruturais de anos anteriores. O que vemos é resultado de causas diversas, algumas de política econômica desastrosas, outras estruturais, que se agravaram juntas. O volume de casos é de fato preocupante e merece atenção, todavia o debate não pode ser maniqueísta: reitero de forma mais clara de que não dá para jogar toda a culpa na figura do Lula e sua equipe econômica, nem ignorar que o ambiente econômico precisa melhorar. Uma saída possível seria implementar um pacote emergencial de programa nacional de renegociação de dívidas com juros reduzidos e prazos alongados, aliado a uma reforma tributária que simplifique a carga sobre as empresas e a criação de linhas de crédito acessíveis para investimento e giro de caixa, além de incentivos fiscais para empresas que mantiverem empregos durante o processo de reestruturação. O caminho é analisar com seriedade as causas reais e buscar saídas conjuntas, sem cair no simplismo de atribuir tudo a um ou a outro.


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