Entre os países que mais arrecadam, o brasileiro é quem menos recebe em troca
Por Alcy Maihoní
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| Carga tributária brasileira gira em torno de 33% do PIB . Valor elevado, mas com baixo retorno social, conforme IRBES 2026. Autoria: © Dreamstime / Reprodução |
Entre os trinta países com maior carga tributária do planeta, o Brasil ocupa a última posição no índice que mede o retorno dos impostos pagos em qualidade de vida e serviços públicos. Com arrecadação que gira em torno de 33% do Produto Interno Bruto, o país fica atrás de nações que recolhem valores semelhantes ou até maiores, mas entregam à população saúde, educação, segurança e infraestrutura de padrão muito superior. A constatação, repetida há 14 anos consecutivos, revela que o problema não está apenas no quanto se cobra, mas sim no que se faz com o dinheiro arrecadado.
Essa realidade expõe uma falha estrutural de gestão e prioridade no setor público: recursos são aplicados sem planejamento eficaz, com desperdícios, burocracia excessiva e pouca fiscalização sobre os resultados. Não se trata de dizer que a carga é a mais alta do mundo, mas sim que o cidadão brasileiro paga caro e recebe pouco em troca. Enquanto não houver reformas que garantam transparência, eficiência e responsabilidade no uso dos recursos, a equação permanecerá injusta: mais impostos, menos desenvolvimento e dignidade para a população.
Referências
IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. IRBES 2026: Índice de Retorno de Bem‑Estar à Sociedade. Brasília: IBPT, abr. 2026. Disponível em: https://ibpt.org.br. Acesso em: 21 jun. 2026.
FGV‑IBRE – Instituto Brasileiro de Economia. Eficiência do gasto público no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 2025. Disponível em: https://ibre.fgv.br. Acesso em: 21 jun. 2026.

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