Sem atitude firme do Planalto, única saída viável dos Correios será a privatização
Por: Alcy Maihoní
É inaceitável que os Correios, uma empresa 100% pública, tenha acumulado um prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Conforme balanço oficial divulgado pela própria estatal em 30 de maio de 2026 e confirmado por veículos como Agência Brasil, G1 e Exame . Esse rombo, que representa um aumento de 82,3% em relação ao mesmo período de 2025, é pago diretamente pelo contribuinte, que já sofre com uma das cargas tributárias mais altas do mundo. O que torna tudo ainda mais grave é que o atual presidente da República, ao invés de agir com firmeza para corrigir essa distorção e defender o patrimônio do cidadão, segue se omitindo e permitindo que essa máquina de desperdício continue funcionando como moeda de troca política para agradar aliados, enquanto a gestão técnica e o interesse público ficam, mais uma vez, em segundo plano. Essa tragédia financeira não acontece por falta de potencial ou mercado, mas sim porque a instituição funciona hoje como um cabide de empregos políticos, onde indicações partidárias prevalecem sobre a competência técnica e a eficiência. O resultado é uma estrutura inchada, custos absurdos e tecnologia defasada, que fazem a empresa perder espaço para a iniciativa privada enquanto o erário segue sendo sangrado sem que ninguém assuma a responsabilidade.
Para reverter esse quadro insustentável, é urgente adotar mudanças estruturais profundas: substituir a gestão política por critérios técnicos rigorosos, enxugar a máquina administrativa e transformar a capilaridade nacional dos Correios em uma plataforma lucrativa para todo o setor de logística. Além disso, é fundamental criar mecanismos legais que responsabilizem os gestores, fazendo com que prejuízos não sejam mais cobertos automaticamente pelo povo, mas sim deduzidos da remuneração daqueles que comandaram mal a instituição. Ou nós implementamos essa revolução de governança, deixando de tratar o dinheiro do povo como favor político, ou a privatização se tornará a única saída para acabar com um rombo que o Brasil já não tem condições de bancar.
Fonte referência de dados:
BRASIL. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Demonstrações Contábeis do 1º Trimestre de 2026. Brasília: Correios, 30 maio 2026. Disponível em: https://saladeimprensa.correios.com.br/arquivos/14005. Acesso em: 6 jun. 2026 .
AGÊNCIA BRASIL. Correios ampliam prejuízo para R$ 3,16 bilhões no 1º trimestre. Brasília: EBC, 1 jun. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-06/correios-ampliam-prejuizo-para-r-32-bilhoes-no-1o-trimestre. Acesso em: 7 jun. 2026 .

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