terça-feira, 23 de junho de 2026

Parque ou Reativação do aeroclube: desperdício ou futuro?

REATIVAÇÃO DO AEROCLUBE: A MELHOR ESCOLHA PARA NOVA IGUAÇU

Por Alcy Maihoní * 

Pista preservada do aeroporto de Nova Iguaçu. Reabri‑lo é garantir uma infraestrutura pronta para gerar empregos, atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico de toda a região.

Venha e convenhamos que nosso município já conta com uma ampla cobertura natural: cerca de 50% do território é de Mata Atlântica preservada, 27% são unidades de conservação e 67% fazem parte de áreas de proteção e uso sustentável. Diante disso, transformar a pista do aeroclube de Nova Iguaçu em um parque, como desejam alguns políticos iguaçuanos traria a meu ver pouco benefício real. Observo também que recentemente existem dois abaixo‑assinados em curso: um pede a construção do aeroparque e outro defende a reativação do aeroclube, mostrando o quanto a população se interessa pelo destino desse espaço.
 
Acredito que reativar a estrutura é a decisão mais sensata. Corroboro com a iniciativa do  movimento da ADESBF - Associação de Desenvolvimento Econômico e Social da Baixada Fluminense no que tange a instalar ali um Helicentro e um Vertiporto,  que servirão como um marco importante e ainda impulsionarão a economia e a educação. É claro sem necessidade de obras vultuosas.  Essa abertura tem a perspectiva de gerar centenas de empregos, além de permitir cursos de piloto, mecânica de aeronaves e até um polo de ensino na área aeronáutica, abrindo caminhos para novas profissões e qualificando nossa gente.
Que tal o parque pretendido ser construído em outra grande área existente em nossa cidade. 

Preocupo‑me em dizer que também deixar o terreno sem definição abre espaço sem dúvidas para a especulação imobiliária. Experiências de outros estados mostram que esses aeródromos atraem investimentos, aceleram o crescimento e movimentam o comércio local. Seguindo as regras da ANAC, teremos um espaço viável, seguro, organizado, com hangares e serviços ao redor, garantindo o uso público e evitando perdas para o futuro da cidade.
 
Quanto ao hospital modular instalado na cabeceira da pista durante a pandemia do COVID-19, entendo que é uma estrutura provisória, feita para ser desmontada e levada para outra região que realmente precise. Sua remoção deixa o caminho livre para o devido funcionamento seguro do aeródromo e permite que o equipamento cumpra sua função de atender à saúde onde for mais necessário.

Enfim, Nova Iguaçu dispõe de áreas suficientes para a instalação de unidades hospitalares modulares e de parques de grande porte. Nesse contexto, a ideia de  descontinuidade de uma infraestrutura já existente, semelhante ao espaço físico do aeroporto Santos Dumont,  configura‑se desaconselhável e pensamento pequeno. 

No mais,  vale dizer que as necessidades da coletividade vêm antes dos interesses de antigos grupos ou agentes político‑partidários.

* Alcy Maihoní - Ex-conselheiro de Políticas Urbanas e Gestão Territorial / COMPURB. 

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