REATIVAÇÃO DO AEROCLUBE: A MELHOR ESCOLHA PARA NOVA IGUAÇU
Por Alcy Maihoní *
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| Pista preservada do aeroporto de Nova Iguaçu. Reabri‑lo é garantir uma infraestrutura pronta para gerar empregos, atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico de toda a região. |
Venha e convenhamos que nosso município já conta com uma ampla cobertura natural: cerca de 50% do território é de Mata Atlântica preservada, 27% são unidades de conservação e 67% fazem parte de áreas de proteção e uso sustentável. Diante disso, transformar a pista do aeroclube de Nova Iguaçu em um parque, como desejam alguns políticos iguaçuanos traria a meu ver pouco benefício real. Observo também que recentemente existem dois abaixo‑assinados em curso: um pede a construção do aeroparque e outro defende a reativação do aeroclube, mostrando o quanto a população se interessa pelo destino desse espaço.
Acredito que reativar a estrutura é a decisão mais sensata. Corroboro com a iniciativa do movimento da ADESBF - Associação de Desenvolvimento Econômico e Social da Baixada Fluminense no que tange a instalar ali um Helicentro e um Vertiporto, que servirão como um marco importante e ainda impulsionarão a economia e a educação. É claro sem necessidade de obras vultuosas. Essa abertura tem a perspectiva de gerar centenas de empregos, além de permitir cursos de piloto, mecânica de aeronaves e até um polo de ensino na área aeronáutica, abrindo caminhos para novas profissões e qualificando nossa gente.
Que tal o parque pretendido ser construído em outra grande área existente em nossa cidade.
Preocupo‑me em dizer que também deixar o terreno sem definição abre espaço sem dúvidas para a especulação imobiliária. Experiências de outros estados mostram que esses aeródromos atraem investimentos, aceleram o crescimento e movimentam o comércio local. Seguindo as regras da ANAC, teremos um espaço viável, seguro, organizado, com hangares e serviços ao redor, garantindo o uso público e evitando perdas para o futuro da cidade.
Quanto ao hospital modular instalado na cabeceira da pista durante a pandemia do COVID-19, entendo que é uma estrutura provisória, feita para ser desmontada e levada para outra região que realmente precise. Sua remoção deixa o caminho livre para o devido funcionamento seguro do aeródromo e permite que o equipamento cumpra sua função de atender à saúde onde for mais necessário.
Enfim, Nova Iguaçu dispõe de áreas suficientes para a instalação de unidades hospitalares modulares e de parques de grande porte. Nesse contexto, a ideia de descontinuidade de uma infraestrutura já existente, semelhante ao espaço físico do aeroporto Santos Dumont, configura‑se desaconselhável e pensamento pequeno.
No mais, vale dizer que as necessidades da coletividade vêm antes dos interesses de antigos grupos ou agentes político‑partidários.
* Alcy Maihoní - Ex-conselheiro de Políticas Urbanas e Gestão Territorial / COMPURB.

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