Desvio de finalidade e os reflexos no desenvolvimento regional
Por: Alcy Maihoní *
Observo que a exoneração de 250 servidores e a detecção de funcionários fictícios na Secretaria do Ambiente revelam por que tantas ações não avançam como deveriam. Ter profissionais desqualificados à frente de iniciativas fundamentais, como o Projeto Iguaçu, coloca em risco o futuro de milhares de famílias da Baixada Fluminense. Quando prevalecem interesses pessoais e privilégios sobre o bem comum, o dinheiro público deixa de servir obviamente à coletividade.
Nesse cenário, destaco as atribuições e competências do controle social e participativo: cabe à população acompanhar, fiscalizar, questionar e exigir transparência em todas as etapas da gestão, assegurando que os recursos sejam aplicados corretamente. Essa é uma ferramenta essencial para evitar desvios e manter a administração alinhada ao interesse público.
Destaco que o atraso não decorre apenas da falta de verbas, não obstante, da ausência de ética e competência. Defendo, portanto, que só com equipes qualificadas e o exercício pleno da cidadania será possível transformar projetos em realidade, garantindo que o investimento público resulte em progresso justo e duradouro para todos, ainda mais se tratando da questão no combate as enchentes.
Sobre o Projeto Iguaçu:
É um programa estratégico de macrodrenagem, controle de enchentes e recuperação ambiental que atua na bacia do Rio Iguaçu, Botas e Sarapuí passando por Nova Iguaçu e toda a Baixada Fluminense.
*Ex-membro do Fórum Regional de Acompanhamento do Projeto Iguaçu - PAC

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