domingo, 26 de julho de 2026

Viaduto de Comendador Soares: A década perdida de uma obra em Nova Iguaçu

A saga do viaduto que desafia o tempo e a paciência iguaçuana
Viaduto de Comendador Soares passará a se chamar Viaduto Ernani Boldrin - Foto: Jornal ZM Notícias|30/03/2026 

Imagem meramente ilustrativa 

A eficiência japonesa em reparar uma cratera em dois dias contrasta drasticamente com a realidade das obras públicas no Brasil, especialmente em Nova Iguaçu. O Viaduto de Comendador Soares, iniciado em 2014 na gestão de Nelson Bornier (in memoriam), é um exemplo clássico: uma década de interrupções e frustrações. Essa descontinuidade administrativa e a burocracia transformam a promessa de avanço em um problema crônico. Acompanho com frustração como projetos são engavetados a cada troca de gestão, e embora o viaduto esteja agora em 94% de conclusão, segundo a Prefeitura de Nova Iguaçu, a persistência dessa lentidão mina a confiança de quem, como eu, espera que o dinheiro público seja aplicado com seriedade.
 
As recentes retomadas e a união das estruturas do Viaduto de Comendador Soares, fruto de parcerias com o governo estadual, são um alívio, e me mostram cada vez mais, que a união de forças pode, sim, superar obstáculos. No entanto, o que me incomoda é que não deveríamos precisar de esforços hercúleos para concluir o que já deveria estar pronto. A celeridade da cratera japonesa, em sua rápida cicatrização, deve servir não apenas como um comparativo distante, outrossim como um alerta e um convite a repensar a gestão pública, as prioridades e o compromisso real com o cidadão que reside em Nova Iguaçu e em todo o Brasil.

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