segunda-feira, 18 de maio de 2015

MOBILIDADE URBANA: POLÍTICA MUNICIPAL DE NOVA IGUAÇU

IMPLANTAÇÃO DO PROJETO DE MOBILIDADE URBANA
Por Alcy Maihoní
No ciclo de debate "Rio Metropolitano: Desafios Compartilhados", promovido, no dia 13 deste mês, no auditório do Sesi/Senac, na qual estive presente, ouvi atentamente todos os palestrantes, porem mais detidamente no discurso proferido do secretário de Transporte de Nova Iguaçu, Rubens Borborema, representando o prefeito Nelson Bornier, que naquele momento se encontrava em Brasília. Informou que anda empenhado na implantação do projeto de mobilidade Urbana e que vai melhorar a qualidade de vida da população. E que o prefeito está tentando a liberação de R$ 130 milhões para a criação, na Via Light, do primeiro BRT da cidade, que vai ligar o Centro ao bairro de Cabuçu. Mas, vejam bem! Muito se falou neste seminário sobre o Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU), que inclusive foi apontado que será o orientador dos planos de mobilidade urbana de cada município, para solucionar os inúmeros problemas de mobilidade na Baixada Fluminense como um todo, mas o que eu queria ouvir do secretário era sobre as práticas desenvolvidas até então, dentro do contexto ao nosso PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO, em especial é claro tudo que se propõe a Política Municipal para a Mobilidade em seu Art. 19. Anseio em saber do que vem se realizando a curto e médio prazo, pois ando pela cidade e não vejo nenhuma novidade a contar de 2013 até presente data com relação a esta pasta. Como pode ser isso, partir para um novo projeto, mesmo em se tratando de uma articulação ou integração como preferir, sem que ao menos dê contas do que vem realizando dentro do que ficou estabelecido em nosso plano... Quem pode me explicar isto?
Há muito o que fazer, conforme determina este artigo 19 do nosso muito debatido e aprovado Plano Diretor. Para não me alongar, vou citar apenas três ações que considero prioritários e que neste governo ainda não aconteceu:
1) Priorizar o transporte coletivo, integrando os sistemas municipal e metropolitano, tornando-o mais racional e mais barato;
2) melhorar e ampliar as ligações viárias entre as regiões da cidade (bairros periféricos) e a região metropolitana.
3) disciplinar e monitorar o transporte coletivo alternativo, articulando-o com os demais meios de transporte coletivo municipais e intermunicipais.
Eu poderia citar todos os incisos e respectivos parágrafos que consta deste artigo e mais algumas propostas que muito foram discutidas nos anos passados, nas reuniões do antigo e falecido Conselho de Politicas Urbanas - COMPURB, mas estaria tornando-me muito repetitivo e chato.
Penso que antes de qualquer gestor, abraçar e se empenhar em um novo projeto deve pelo menos fechar a fatura dos projetos existentes e que consta no nosso Plano Diretor Participativo, que não é um simples documento inserido dentro de uma gaveta. 

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